"Hoje consigo aceitar que se não me faz bem, não é pra ser.
Estou certa de que Deus fecha uma porta e abre duas janelas.
Que é só me virar pro sol que não consigo ver a sombra.
Que algumas pessoas são sim substituíveis.
Que paixões vão e vem e que amor de verdade não termina!
... Hoje só minha consciência pode me condenar, e sem falsa modéstia, raramente isso acontece!
Valorizo cada erro que cometi, pois embora pareça clichê, eles me fizeram crescer, ser quem sou, e valorizar ainda mais meus acertos.
Não esqueço o passado, mas poucas coisas que passei eu gostaria de reviver.
Tenho a sorte de poder dizer que hoje é melhor que ontem, e as pessoas que me cercam hoje são tão preciosas quanto muitas que ficaram pra trás por falta de opção, e mais do que todas que escolhi deixar pra trás!
Quem não me merece não vai me ter por perto, e me sinto digna de ter por perto quem eu desejar ter.
Minhas atitudes independem da atitude de outra pessoa, e nem sempre eu digo o que condiz.
Espero ser fraca muitas vezes nessa vida, diante das tentações que ela me oferecer.
Voltei a ser o que era há alguns anos, tive um reencontro comigo, com a diferença de que dessa vez não é qualquer pessoa que vai me desviar do que eu realmente quero.
Não me anulo por mais ninguém, e hoje em dia, ninguém me inspira mais do que eu mesma!"
(Karla Tabalipa)
terça-feira, 15 de maio de 2012
A COR DA SAUDADE
Era uma vez uma menina que tinha um pássaro encantado.
Ele era encantado por duas razões:
Não vivia em gaiolas, vivia solto,
... Vinha quando queria, quando sentia saudades...
E sempre que voltava, suas penas tinham cores diferentes,
As cores dos lugares por onde tinha voado.
Certa vez voltou com penas
Imaculadamente brancas, e contou histórias de montanhas
cobertas de neve.
Outra vez, suas penas estavam vermelhas, e contou histórias de desertos incendiados Pelo sol.
Era grande a felicidade quando eles Estavam juntos.
Mas, sempre chegava a hora do pássaro Partir... A menina chorava e implorava:
- Por favor, não vá.
Terei saudades, vou chorar.
- Eu também terei saudades - dizia o Pássaro - mas vou lhe contar um segredo! Eu só sou encantado por causa da Saudade. É ela que faz com que minhas Penas fiquem bonitas...
Senão você deixará de me amar. E partiu.
A menina, sozinha, chorava.
Uma certa noite ela teve uma idéia: e se o Pássaro não partir?
Seremos felizes para sempre! Para ele Ficar, basta que eu o prenda numa gaiola.
E assim fez.
A menina comprou uma gaiola de prata,
A mais linda que ela encontrou.
Quando o pássaro voltou, eles se Abraçaram, ele contou histórias e Adormeceu.
A menina aproveitou o seu sono e o Engaiolou.
Quando o pássaro acordou deu um grito
De dor.
- Ah ! O que você fez? Quebrou o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me Esquecerei das histórias.
Sem a saudade, o amor irá embora...
Mas, não foi isso o que aconteceu. A menina não acreditou... Achou que ele se acostumaria. Caíram as plumas e as penas Transformaram-se em um cinzento triste.
Não era mais aquele o pássaro que ela Tanto amava...
Até que ela não mais agüentou e abriu a Porta da gaiola.
- Pode ir, pássaro -
Volte quando você quiser...
- Obrigado - disse o pássaro - irei e voltarei Quando ficar encantado de novo.
Você sabe, ficarei encantado de novo Quando a saudade voltar dentro de mim
E dentro de você.
Quantas vezes aprisionamos a quem Amamos, pensando que estamos fazendo o melhor?
Pense. Deixar livre é uma forma singela
de ver, ter...
Direcione o seu amor não para a prisão e sim para a conquista, sempre.
(Autor Desconhecido)
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Cem Tempos pra Você!
( 4 Votes )Dei um jeito, achei tempo para vê-la e, fiz tudo de ônibus! É o amo-o-or!
Quando cheguei à porta da casa dela eu estava “encharcado”. Ao me atender envolveu-me por um abraço longo e gostoso. Ainda abraçados sussurrei bem ao seu ouvido: ai, que saudades!... como sinto falta desse seu abraço... Ela, meio lacrimejando, disse baixinho a coisa mais deliciosa de se ouvir: eu te amo!
- O que será que existe de mágico e de encanto no abraço, no beijo e no reencontro daqueles que se amam?
- Que nome se dá àquela sensação inebriante que acontece no corpo, na alma, enfim, em todo o ser, quando podemos matar as saudades depois de um longo tempo de separação?
Até hoje sinto essa coisa gostosa do abraço, depois de um dia inteiro sem nos vermos. Revigora, anima!
Interessante como uma das necessidades básicas do homem, do nascimento à morte está ligada a coisas tão simples e, desgraçadamente, tão raras: sentir-se amado e valorizado. O “abastecimento” deve ser diário, a partir de cada manhã. E Deus, em Sua infinita sabedoria, escolheu a vida a dois para suprir essa necessidade de amar e ser valorizado de forma mútua.
Deus não escolheu a minha vizinha, nem a minha colega de trabalho, nem mesmo o pastor da minha igreja para suprir a minha carência diária. Portanto, em cada manhã, Rute acorda e tem uma responsabilidade e privilégio: fazer seu maridão, que sou eu, amado e valorizado.
Nosso dia-a-dia é muito corrido. Apesar de trabalharmos juntos no Reviver (nossa clínica), é muito comum passarmos o dia sem nos vermos. Só sei que ela está atendendo porque conheço o aroma gostoso do seu perfume.
Quando chega o dia da semana reservado para nós dois, nosso coração bate um pouco mais rápido, pois é dia de namorar. Saio às 8h da manhã e só paro às 16h. Começo, então, a me preparar: um banho demorado, uma roupa legal, perfume importado... E, lá pelas 20h saímos para passear.
É proibido falar de cliente, de filho, de parente, de doença. Conversamos sobre assuntos agradáveis, relaxamos e curtimos um ao outro.
Às vezes tenho que abrir mão de certos compromissos, mas geralmente só desmarcamos nosso encontro por algo muito emergencial, e aí vem aquela sensação ruim de perda do nosso momento especial a dois.
É verdade que, durante a semana também temos pequenos namoros no sofá ou, até mesmo, assistindo a um filme no quarto. Mas, a pessoas muito importantes temos que dedicar, pelo menos, uma noite especial!
Faz vinte e seis anos que, em cada mês de novembro, saímos sozinhos para viajar. Geralmente ficamos uma semana passeando e aí, a carência que, às vezes, não pôde ser suprida durante o ano, fica zerada.
Houve um período atípico, quando não conseguimos o sogro, nem sogra, nem parente ou amigo para ficar com os nossos quatro maravilhosos filhos. Então, Rute teve a brilhante idéia de levá-los conosco em nossa viagem de “lua de mel”.
Combinamos que chegando ao hotel ficaríamos em quartos separados, eles comeriam em mesas separadas e que faríamos de conta que não nos conhecíamos.
Para eles, naquela época, com seis, cinco, quatro e três anos foi um tremendo sacrifício, mas se saíram muito bem. Hoje, passados dezessete anos, eles ainda recordam daquela viagem como uma tremenda experiência!
É triste, mas real – muitos casamentos têm acabado devido à maldita frase: “não tenho tempo!”.
Às vezes fico filosofando: o mundo hoje está com 6,6 bilhões de habitantes. Deus me deu uma mulher, somente uma, para que eu a faça feliz. Se eu não conseguir “dar conta do recado” o mínimo que vão escrever na lápide do meu túmulo é: aqui jaz um incompetente!
Não importa quantos milhões e bilhões de reais possamos acumular, nem de quantas empresas fomos presidentes, nem quanto sucesso profissional alcançamos. A frase vai continuar a mesma: aqui jaz um incompetente! Vamos mudar esse epitáfio?
Se em cada manhã beijar minha esposa, separar tempo de qualidade para amá-la e ouvi-la de verdade, estar sempre atento para fazer um elogio, aí certamente em minha lápide vão poder colocar uma tremenda placa e escrever:
AQUI JAZ UM VITORIOSO!
Vou deixar aqui, um conselho médico para a saúde do seu casamento:
- Encontre sempre um tempo especial ... PARA NAMORAR SEU CÔNJUGE. É isso que significa, na vida a dois, cem tempos para você!
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Onde estão os nossos amores?
Quando as sombras da morte arrebatam nossos amores, um punhal se crava em nosso coração.
A dor moral é tamanha, a sensação de perda é tão grande que o corpo inteiro se retesa e sente dores.
À medida que os dias se sucedem e as horas avançam, tristonhas, acumulando dias, a ausência da presença amada mais se faz dolorida.
Então, revolvemos nossas lembranças e no Banco de Dados da nossa memória, vamos recordar dos momentos felizes que juntos desfrutamos.
Recordamos das viagens, das pequenas coisas do dia a dia, dos aniversários, das tolices.
E até das rusgas, dos pequenos embates verbais que, por convivermos tão próximos, aconteceram, ao longo dos anos.
Se o ser amado é um filho, ficamos a rememorar os primeiros passos, as palavras iniciais, os balbucios. E a noite da saudade vai se povoando de cenas que tornamos a viver e a sentir.
Recordamos o dia da formatura, as festas com os amigos, as ansiedades antes das entrevistas do primeiro emprego. Tantas coisas a rememorar...
Acionamos as nossas recordações e, como um filme, as cenas vão ali se sucedendo, uma a uma, enquanto a vertente das lágrimas extravasa dos nossos olhos.
Se se trata do cônjuge, vêm-nos à lembrança os dias do namoro, os tantos beijos roubados aqui e ali, as mãos entrelaçadas, os mil gestos da intimidade...
Na tela mental, refazemos passos, atitudes, momentos de alegria e de tristeza, juntos vividos e vencidos.
Pais, irmãos, amigos, colegas. A cada partida, na estatística de nossa saudade, acrescentamos mais um item.
E tudo nos parece difícil, pesado. A vida se torna mais complexa sem aqueles que amamos e que se constituíam na alegria de nossos dias.
Vestimo-nos de tristeza e desaceleramos o passo da própria existência.
Como encontrar motivação para a continuidade das lutas, se o amor partiu?
Como prosseguir caminhando pelas vias da solidão e da saudade?
* * *
Nossos amores vivem e nos veem, nos visitam. Não estão mortos, apenas retiraram a vestimenta a que nos habituáramos a vê-los.
Substituíram as vestes pesadas por outras diáfanas, vaporosas. Mas continuam conosco.
Por isso, não contribuamos para a sua tristeza, ficando tristes.
Eles, que nos amaram, continuam a nos amar com a mesma intensidade e nos desejam felizes.
Por isso nos visitam nas asas do sonho, enquanto o sono nos recupera as forças físicas.
Por isso nos abraçam nos dias festivos. Transmitem-nos a sua ternura, com seus beijos de amor.
Sim, eles nos visitam. Eles nos acompanham a trajetória e certamente sofrem com nossa inconformação, nosso desespero.
Eles estão libertos da carne porque já cumpriram a parte que lhes estava destinada na Terra: crianças, jovens, adultos ou idosos.
Cada qual tem seu tempo, determinado pelas sábias Leis Divinas.
* * *
Quando as dores da ausência se fizerem mais intensas, ora e pede a Deus por ti e por teus amores que partiram.
E Deus, que é o amor por excelência, te permitirá o reencontro pelos fios do pensamento, pelas filigranas da prece, na intimidade da tua mente e do teu coração.
Utiliza essa possibilidade e vive os anos que ainda te faltam, com nobreza, sobre a Terra.
Redação do Momento Espírita
O QUE È ESSENCIAL ????
A mulher entrou no consultório do psicoterapeuta e se sentou. Antes de começar a falar, já chorava.
Quando finalmente conseguiu parar de soluçar, disse: “Estou sozinha. Meu marido me largou há dois meses. Viajei, pensando que esqueceria, mas não consigo esquecer.”
Ele é um ingrato. Afinal, eu lhe dei os melhores anos de minha vida. Eu lhe dei filhos lindos. Eles sempre estavam prontos, bem vestidos e penteados, com as mochilas às costas, na hora de ir para a escola.
Sempre tive a refeição pronta quando ele chegava, não importando a hora. Sempre recebi os amigos dele. Sempre fui a todos os lugares com ele, mesmo que não gostasse. Sempre sorri, para que todos soubessem que ele tinha uma esposa feliz.
Dei-lhe uma casa maravilhosa. Nunca permiti que existisse pó sobre os móveis. Sempre tive o máximo de cuidado com os lençóis para que estivessem brancos, bem passados, perfumados.
E agora, isso! Ele conheceu uma mocinha no escritório, se apaixonou por ela e me deixou.”
O psicoterapeuta olhou para ela e lhe perguntou: “e o que é que você deu de você para ele?”
Ela não entendeu. Sim, durante anos ela o servira como cozinheira, arrumadeira, babá dos filhos dele. Mas nunca se lembrara de que era a esposa, a companheira, a amiga.
Naturalmente, ter a casa arrumada, lençóis limpos, crianças alinhadas e prontas é importante. Mas não é tudo. Mesmo porque, algumas dessas tarefas podem ser delegadas a terceiros.
Uma refeição pode ser conseguida em um restaurante, roupas limpas na lavanderia, a casa pode ser limpa pela faxineira.
Mas o carinho de uma esposa não se compra. Espera-se, simplesmente, como a esposa aguarda o do marido.
Mais importante do que a casa sem pó, é um sorriso e um abraço de ternura quando os dois se encontram.
Mais importante do que o tapete exatamente no lugar e todos os enfeites bem dispostos sobre os móveis, é uma mão que aperta a outra com força.
É a companhia agradável de quem se senta ao lado, olha nos olhos e descobre que o outro teve um dia terrível.
Um confia ao outro as suas dificuldades e suas ansiedades, encontrando aconchego mútuo.
Amar é dar-se, é confiar. Olhar juntos para os filhos que crescem e vão se tornando independentes.
***
Lembre-se: o mais importante são as pessoas. De que adianta a casa, o carro, as jóias se não houver pessoas para partilhar com você?
Entre as pessoas existem aquelas que dependem do nosso afeto. Por isso, não se canse de amar.
Olhe para as pessoas. Preste atenção nas suas palavras, gestos, olhares, sentimentos. Em especial aquelas que compartilham com você do mesmo teto, pois são as que mais necessitam do seu amor.
(Equipe de Redação do Momento Espírita, baseado no livro “Vivendo, Amando e Aprendendo, de Leo Buscaglia, págs.
OLHE SEMPRE PARA O ALTO
Conta-se que uma senhora, cujo trabalho exigia leitura constante, começou a ter dificuldades com os seus olhos, por isso foi consultar um especialista.
Depois de um exame, o profissional lhe disse: Seus olhos estão somente cansados; você precisa descansá-los.
Ela replicou: Mas isso é impossível, por causa do tipo de trabalho que eu faço.
Depois de alguns momentos, o médico respondeu: Tem janelas em seu local de trabalho?
Oh, sim, respondeu ela com entusiasmo.
Das janelas da frente pode-se ver os picos de montanhas distantes e das janelas dos fundos pode-se contemplar um belo e produtivo pomar.
O médico respondeu: É exatamente isto o que você precisa.
Quando sentir seus olhos cansados, olhe para as suas montanhas por uns dez minutos - por vinte minutos seria melhor.
Olhar para longe vai descansar os seus olhos!
* * *
Esse fato singelo pode nos trazer valiosos ensinamentos.
Se é verdade que no âmbito físico podemos descansar os olhos, olhando para longe, também pode ser verdadeiro para as questões espirituais.
Os olhos da alma muitas vezes estão cansados e fracos de tanto focalizar problemas e dificuldades.
Nesse momento, olhar à distância e para o Alto, vai ajudar você a restaurar sua perspectiva espiritual.
Às vezes você sente a sobrecarga das dificuldades da vida. No entanto, se voltar os olhos para Deus, poderá visualizar seus problemas na devida proporção e renovar suas forças e o seu bom ânimo.
Vamos, levante os seus olhos!
Quando as imagens dos problemas começarem a ameaçar a sua disposição para a luta, eleve o olhar e busque paisagens distantes.
Quando você vislumbra os obstáculos de um ponto de vista elevado, eles parecem menos ameaçadores e facilmente conseguirá superá-los.
Mas se os observa de um ponto inferior, eles assumem proporções gigantescas e paralisam a sua vontade de vencer.
Vamos lá... Desvie, por alguns minutos, seu olhar.
Olhe para a gigantesca força que habita o infinito azul, a quem chamamos Deus.
Pode ter certeza de que o socorro virá. Uma onda de tranquilidade lhe invadirá a alma e aplacará os seus olhos cansados.
E essa onda de harmonia facilitará a solução dos problemas.
Sua alma se aquietará e as dificuldades farão silêncio.
E nesse silêncio você ouvirá as respostas que o seu olhar cansado buscou no infinito.
Pense nisso, e quando os olhos da alma estiverem cansados, eleve o olhar ao Senhor da vida e nEle encontrará o alívio que busca.
* * *
Quando os dias frios e cinzentos do inverno cobrirem o seu olhar com as brumas escuras da tristeza, abra as cortinas do horizonte e contemple a primavera invencível, que logo recobrirá com tapetes perfumados os campos crestados pela invernia.
Quando as dores da alma ameaçarem a sua esperança, rasgue as cortinas do tempo e mire a face sorridente da eternidade a lhe dizer, como quem sabe a verdade: Esse dia de sombras também passará
A mais bela flor
O bosque estava quase deserto quando o homem se sentou para ler, debaixo dos longos ramos de um velho carvalho.
Estava desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois o mundo estava tentando afundá-lo.
E, como se já não tivesse razões suficientes para arruinar o seu dia, um garoto chegou, ofegante, cansado de brincar.
Parou na sua frente, de cabeça baixa e disse, cheio de alegria:
Veja o que encontrei!
O homem olhou desanimado e percebeu que na sua mão havia uma flor.
Que visão lamentável! Pensou consigo mesmo.
A flor tinha as pétalas caídas, folhas murchas e, certamente, nenhum perfume.
Querendo ver-se livre do garoto e de sua flor, o homem desiludido fingiu pálido sorriso e se virou para o outro lado.
Mas, ao invés de recuar, o garoto sentou-se ao seu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa:
O cheiro é ótimo e é bonita também...
Por isso a peguei. Tome! É sua.
A flor estava morta ou morrendo, nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas ele sabia que tinha que pegá-la, ou o menino jamais sairia dali.
Então estendeu a mão para pegá-la e disse, um tanto contrafeito:
Era o que eu precisava.
Mas, ao invés de colocá-la na mão do homem, ele a segurou no ar, sem qualquer razão.
E, naquela hora, o homem notou, pela primeira vez, que o garoto era cego e que não podia ver o que tinha nas mãos.
A voz lhe sumiu na garganta por alguns instantes...
Lágrimas quentes rolaram do seu rosto enquanto ele agradecia, emocionado, por receber a melhor flor daquele jardim.
O garoto saiu saltitando, feliz, cheirando outra flor que tinha na mão e sumiu no amplo jardim, em meio ao arvoredo.
Certamente iria consolar outros corações que, embora tenham a visão física, estão cegos para os verdadeiros valores da vida.
Agora o homem já não se sentia mais desanimado e os pensamentos lhe passavam na mente com serenidade.
Perguntava-se como é que aquele garoto cego poderia ter percebido sua tristeza a ponto de aproximar-se com uma flor para lhe oferecer.
Concluiu que talvez a sua autopiedade o tivesse impedido de ver a natureza que cantava ao seu redor, dando notícias de esperança e paz, alegria e perfume...
E como Deus é misericordioso, permitiu que um garoto, privado da visão física, o despertasse daquele estado depressivo.
E o homem, finalmente, conseguira ver, através dos olhos de uma criança cega, que o problema não era o mundo, mas ele mesmo.
E, ainda mergulhado em profundas reflexões, levou aquela feia flor ao nariz e sentiu a fragrância de uma rosa...
* * *
Verdadeiramente cego é todo aquele que não quer ver a realidade que o cerca.
Tantas vezes, pessoas que não percebem o mundo com os olhos físicos, penetram as maravilhas que os rodeiam e se extasiam com tanta beleza.
Talvez tenha sido por essa razão que um pensador afirmou que o essencial é invisível aos olhos.
Redação do Momento Espírita com base em texto
de autoria ignorada.Disponível no livro Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.Em 13.03.2012.
de autoria ignorada.Disponível no livro Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.Em 13.03.2012.
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