quarta-feira, 16 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
TRANSTORNO COMPORTAMENTAL
Você faz um comentário banal e a pessoa começa a questionar cada detalhe minuciosamente. Tintin por tintin! Esse é o nosso transtornado de hoje.
Acostumados a enquadrar o mundo num grande esquema de binômios, essa pessoa só consegue ver a realidade sob a ótica do certo e do errado. Nada mais e nada menos. Com isso as dicotomias decorrentes: puro X impuro, justo X injusto, bem X mal, segurança X insegurança, limpeza X sujeira, punição X recompensa,
Não há meio termos, paradoxos, contradições aceitáveis ou maneiras pacíficas de administrar a realidade complexa que vivemos.
A vida para essa pessoa é um grande Excel, qualquer coisa que esteja fora disso a deixa indisposta, mau humorada e até irritada.
Está sempre com a mente ativa tentando controlar cada evento, pois acredita que há UMA ÚNICA maneira de fazer as coisas: a dela.
Detalhista ao extremo, está sempre tentando corrigir ou identificar padrões errados na moral ou estética à sua volta. Por isso tem dificuldade de cumprir tarefas simples, seu perfeccionismo a impede de seguir em frente sem checar cada pormenor.
Costuma eleger um ou todos aspectos da sua vida para manter a organização. Dos calçados, documentos, até as emoções, esta pessoa está sempre tentando padronizar e arrumar. Mas ela nem nota o quão obsessiva e obcecada é, as vezes chata! Nunca relaxa e pouco usufrui da vida, está sempre pronta para se ocupar de algo que não pode ser deixado de lado até a conclusão.
Se ela pudesse colocaria cada pessoa numa caixinha e tiraria só na hora que ela quisesse. O convívio social é um pouco torturante, afinal as pessoas sempre estão trazendo demandas imprevisíveis. Aliás, ela não gosta de surpresas, mudanças de agenda e se aborrece com desleixo dos outros.
Pessoa que se magoa fácil e se sente incompreendida por todos por buscar aquilo que é correto, justo e verdadeiro. Demora a perdoar uma ofensa, se fecha, faz bico e pode permanecer uma vida inteira ruminando aquele dia em 1900 que foi humilhada.
Adora trabalhar mais do que os outros para sustentar aquele orgulho silencioso e se sentir no direito de cobrar o mesmo desempenho de todos. No fundo, gosta de ver que foi a mais aplicada e que se sacrificou. Depois resmunga que ninguém reconhece seu esforço.
A culpa é sua companheira constante, além do sentimento de inadequação. Seu perfeccionismo à faz pensar que é insegura, mas na verdade ela é rígida e exigente para assumir um risco.
Está sempre um pouco amargurada por seu excesso de responsabilidade, simplesmente não consegue parar, corporal ou mentalmente. Sofre de constipação emocional (as vezes intestinal), pois tem dificuldade para liberar seus sentimentos e lidar com sua agressividade (falso pacato que reclama) e sexualidade (se solta pouco e tem dificuldade orgástica). Dançar é um verdadeiro suplício e nos ambientes de festas ela está sempre desambientada, já que não sabe brincar e rir sem um motivo justificado racionalmente.
Costuma se apegar ao trabalho como única fonte de reconhecimento pessoal e até se vangloriar disso. Fora desse ambiente não tem outro assunto e por isso costuma conviver com as pessoas do serviço.
Se leva muito à sério e acha todas as pessoas demasiadamente bobas e irresponsáveis. Purista ao extremo, tem grandes dificuldades de viver numa cultura latina, tão afeita a dramaticidade e improvisos.
Nos relacionamentos são bem difíceis de lidar, pois levam tudo ao pé da letra, totalmente incapazes de flexibilizar horários, compromissos e rotinas. Tem dificuldade em dar e receber carinho. O beijo na boca é até meio travado, pois o prazer é sempre algo perigoso que pode tirar tudo do eixo.
Ter um tempo para o lazer, para fazer nada e se relacionar com coisas novas e que desafiem seus limites são boas maneiras de começar a desfazer esse novelo complicado.
VIDA A DOIS
A convivência entre duas pessoas com certeza é bastante complicada, uma vez que somos todos diferentes por natureza intima.
Essa diferença é um dos motivos que nos atraem para a outra pessoa, pois temos a necessidade de complitude.
Nascemos com certeza necessitados de um complemento divino, alguém que possa dar a nós aquilo que achamos que nos falta.
As qualidades que um tem falta ao outro ou ficou camuflada interiormente, sem ser exteriorizada e trabalhada.
As pessoas às vezes confundem complemento divino com alma gêmea, e são duas coisas distintas uma da outra, pois no caso da alma gêmea são pessoas que tem os mesmos gostos, pensam da mesma forma e é igual a você, por isso o termo alma gêmea.
Exatamente por achar que são tão parecidos que se atraem e vão viver eternamente sem problemas.
Gostam das mesmas coisas e acreditam que por isso vão estar sempre bem, nunca vão brigar, divergir em opiniões e pensando assim a vida seria um mar de rosas e serão felizes para sempre.
Mas não é assim que acontece, pois se são tão parecidos assim nas qualidades, podem ser também em relação aos defeitos.
Normalmente não gostamos de alguns defeitos nos outros e com certeza são os que temos e não queremos ver.
O não querer ver está relacionado ao fato de que normalmente, foi motivo de crítica e cobranças pelas pessoas de nosso convívio.
Ninguém gosta de ser cobrado e criticado, então criamos resistência em entrar em contato com aquilo.
É natural que isso aconteça, pois ao sermos cobrados e criticados pelos outros sempre nos defendemos, para fugir das punições que poderiam acontecer.
Os problemas das relações a dois são resultantes dos nossos medos e atitudes direcionadas pelo passado, pela magoa e por tudo que nos marcou. Essas marcas tornam as coisas muito assustadoras para nós.
A vida não pode nos dar a decisão de ficar adultos. Só acontece com uma decisão que vem de dentro e temos que aprender a definir o que é ser adulto.
Isso não pode partir de qualquer outra pessoa, pois tudo o que é imposto é rejeitado.
Às vezes a pessoa até já ajudou os outros a encontrar o adulto dentro dele, mas não usou isso para si mesmo, porque não tomou a decisão de amadurecer.
Isso vem do fato de não ter digerido algumas coisas ainda. Vamos conseguir ao decidir não mais ser criança, fingir e disfarçar.
É preciso jogar limpo e serio, pois as consequências só nós vamos sentir.
Só quando começa a doer fazendo mau, resolvemos tomar uma atitude. Então o sofrimento e o ódio podem acordar a pessoa pra fazer por si mesmo.
A criança não quer fazer porque espera de Deus, do amigo, dos pais ou do governo (é a coisa infantil dentro de nós). É alguém que se sente menos porque não consegue fazer por si.
A pessoa só se resolve quando as coisas mais difíceis vêm à tona, a mente toma conhecimento, entra em contato e quer perceber e resolver.
A vida nos mostra, mas quando não queremos ver não adianta.
Até então começamos a atrair muitos desencontros, desacertos, medo, inseguranças, entraves e bloqueios, que atrapalham a pessoa.
Então ela não flui bem em sua vida. Quando a pessoa quer se resolver ela reconhece e resolve se olhar.
Estabelece uma auto-análise pra discernir, onde está errado e tem a coragem de assumir para os outros e pra si mesmo.
O que importa é o meu compromisso diante de mim, não é nem dos outros nem de Deus.
Não é Ele que cobra, mas é a necessidade minha de que as coisas se resolvam pra que os problemas não aconteçam mais, com tanta freqüência como antes. É preciso resolver pra vida poder fluir.
Se eu faço curso e procuro a melhora, assumi um compromisso comigo, por ter ido buscar algo melhor para mim.
Quando apenas me cobro e não tomo atitude, eu me decepciono comigo e me sinto muito infantil. Então começo a me punir por não ter feito.
Às vezes uso desculpas pra não assumir... Minto pra mim mesma e faço tipo para os outros. Então a vida pega minha mentira e joga contra mim mesma, só pra ver se eu acordo.
Quando eu me assumo e fico do meu lado a vida me apoia e fica tudo mágico. Em primeiro lugar temos que ter um firme propósito ao entrar num curso para fazer nossa melhora.
Se eu assumir vou entender, assimilar e usar. Mudanças incríveis vão acontecer em minha vida e muito rápido.
A prosperidade exige que eu me estabeleça metas altas, mas possíveis de serem atingidas pra que eu possa fazer tudo pra conquistá-las.
Estabelecer algo alto demais, vai fazer com que eu arrume desculpas para justificar o fracasso.
Eu me torno criança e imaturo, quando sei que algo é bom e não uso. Deus sabe que eu sei, então não vai ajudar em nada porque eu mesmo posso fazê-lo.
Ele só ajuda quando não posso fazer por mim, então ele me auxilia dando intuição para eu agir correto.
Às vezes começo a agir pelos vícios que adquiri ao longo da vida e não mudo, nem admito que não é mais o meu melhor.
Chega de ter medo, insegurança, de não querer assumir-se por medo de errar, deixando que a vaidade fale mais alto.
Como é que os outros vão me encarar se eu errar?... Como eles vão me cobrar e me criticar? Eu não vou agüentar a auto-crítica. Vou me estrangular por dentro...
Uma coisa importante é ver as verdades que existem dentro de nós, encara-las e assumi-las. A primeira coisa que devo querer ver é a mentira de que eu amo a vida, quando na verdade tenho ódio dela e dos outros.
A maioria das pessoas acha que a vida é difícil que é um enigma, desampara as pessoas e que há injustiça em tudo. Por isso temos medo do amanhã.
Isso por que nos sentimos incapazes de controlar tudo. Esta incapacidade de controlar as coisas nos torna inseguros... Isso faz sentido, pois só me sinto seguro naquilo que posso segurar e controlar.
Por isso temos necessidade de estar no controle de um relacionamento a dois, por medo de que se eu não puder segura-lo ele vai escapar, vai embora.
Essa sensação de insegurança faz com que passemos a querer dominar a outra pessoa pra que ela ceda à nossos desejos, fazendo nossas vontades.
Queremos na verdade que ela sinta que somos muito necessários em sua vida, a ponto de não poder viver sem a nossa companhia.
Ao mesmo tempo criamos um envolvimento com a pessoa, mas também a estamos sufocando com nosso amor e nossa necessidade de comandá-la.
Isso faz com que ela sinta uma dualidade de emoções em nossa companhia...
Ao mesmo tempo, que ela fica envolvida pelo nosso carinho e atenção, sente-se sufocada pelo exagero de nossas atitudes em relação a ela.
Às vezes esse sentimento toma conta de nosso ser, a ponto de estarmos nos anulando por causa do outro e nossa vida perdeu completamente o sentido porque vivemos em função do outro.
Se perdermos essa pessoa, temos vontade até de morrer e só não fazemos uma besteira, pois sabemos que não é correto e teremos mais problemas ainda.
Se soubéssemos como esse ódio da vida influi no relacionamento com as pessoas.
À medida que não me vejo e não encontro a verdade em mim, também não conseguirei ver a verdade do outro, pois não terei olhos pra ver a verdade em nenhum lugar.
Não combina com os meus padrões enxergar o melhor dos outros, pois não aprendi ver o melhor da vida.
Acho que a vida é um perigo, então passo a achar que as pessoas não são boas ou confiáveis.
Minha vida se torna pobre afetivamente, profissionalmente e emocionalmente.
Quando não me dou uma chance para acreditar que a vida é boa, como vou acreditar que a minha vida ao lado do outro também pode dar certo.
Deixo então o ódio da vida e me abro para ver o melhor de tudo e de todos.
Quando procuro o melhor no outro, vou me sintonizar com esse melhor que existe por si só no mundo.
Mesmo que essa pessoa seja ruim com todos, para mim ela vai demonstrar sua bondade, pois através da confiança que depositei nela, consegui me sintonizar com o melhor dela.
Isso acontece porque estou no meu melhor e quando assim é, vou me sintonizar com o melhor de todo o mundo.
A relação entre pessoas na verdade é uma troca, então quando consigo me doar sem limites e sem esperar retorno, ele acontece espontaneamente.
Quando supero o medo de me doar e falar dos meus sentimentos, sinto-me de bem com a vida e me abro com confiança para um novo amor, sem medo não dar certo, pois me ocupo com o momento sem apego ao resultado.
Quando não crio expectativas e não alimento ilusões, não vou atrair desilusões que vão tirar o meu animo e alegria de viver.
Quando me desiludo acabo por afastar o entusiasmo pela vida. É como se eu tivesse cortando o fio que me prende vivo aqui na Terra e já começasse a morrer internamente. Então começo a atrair doenças de toda a sorte.
Desencadeio a mágoa que atrai problemas de estômago, por não digerir os acontecimentos, ou outro tipo de doença, pela degeneração interna que atraí por conta de ter acalentado sentimentos ruins que nos destroem por dentro.
Quando a pessoa resolve acabar com o ódio dentro de si, ela pode começar a fazer uma renovação interior muito grande e começa uma fase de renascimento interior.
Então desencadeia um processo de cura, pois quando substituo o ódio por amor, posso me curar. A auto-cura está ligada ao fato de começar a me aceitar como sou e respeitar-me do jeito que estou no momento.
Quando me respeito, estou respeitando a individualidade que existe em mim, sabendo que ninguém é igual a ninguém. Só tomo consciência disso no convívio com as outras pessoas.
Se eu me sentir agradecido ao outro por ter permitido esse confronto, vou saber que eu sou diferente, então vou passar a me aceitar e a aceitar o outro.
Então tudo começa a se encaixar, pois comecei a aceitar a vida e me aceitar... A partir de então me torno pronto pra viver um novo amor...
A convivência entre duas pessoas com certeza é bastante complicada, uma vez que somos todos diferentes por natureza intima.
Essa diferença é um dos motivos que nos atraem para a outra pessoa, pois temos a necessidade de complitude.
Nascemos com certeza necessitados de um complemento divino, alguém que possa dar a nós aquilo que achamos que nos falta.
As qualidades que um tem falta ao outro ou ficou camuflada interiormente, sem ser exteriorizada e trabalhada.
As pessoas às vezes confundem complemento divino com alma gêmea, e são duas coisas distintas uma da outra, pois no caso da alma gêmea são pessoas que tem os mesmos gostos, pensam da mesma forma e é igual a você, por isso o termo alma gêmea.
Exatamente por achar que são tão parecidos que se atraem e vão viver eternamente sem problemas.
Gostam das mesmas coisas e acreditam que por isso vão estar sempre bem, nunca vão brigar, divergir em opiniões e pensando assim a vida seria um mar de rosas e serão felizes para sempre.
Mas não é assim que acontece, pois se são tão parecidos assim nas qualidades, podem ser também em relação aos defeitos.
Normalmente não gostamos de alguns defeitos nos outros e com certeza são os que temos e não queremos ver.
O não querer ver está relacionado ao fato de que normalmente, foi motivo de crítica e cobranças pelas pessoas de nosso convívio.
Ninguém gosta de ser cobrado e criticado, então criamos resistência em entrar em contato com aquilo.
É natural que isso aconteça, pois ao sermos cobrados e criticados pelos outros sempre nos defendemos, para fugir das punições que poderiam acontecer.
Os problemas das relações a dois são resultantes dos nossos medos e atitudes direcionadas pelo passado, pela magoa e por tudo que nos marcou. Essas marcas tornam as coisas muito assustadoras para nós.
A vida não pode nos dar a decisão de ficar adultos. Só acontece com uma decisão que vem de dentro e temos que aprender a definir o que é ser adulto.
Isso não pode partir de qualquer outra pessoa, pois tudo o que é imposto é rejeitado.
Às vezes a pessoa até já ajudou os outros a encontrar o adulto dentro dele, mas não usou isso para si mesmo, porque não tomou a decisão de amadurecer.
Isso vem do fato de não ter digerido algumas coisas ainda. Vamos conseguir ao decidir não mais ser criança, fingir e disfarçar.
É preciso jogar limpo e serio, pois as consequências só nós vamos sentir.
Só quando começa a doer fazendo mau, resolvemos tomar uma atitude. Então o sofrimento e o ódio podem acordar a pessoa pra fazer por si mesmo.
A criança não quer fazer porque espera de Deus, do amigo, dos pais ou do governo (é a coisa infantil dentro de nós). É alguém que se sente menos porque não consegue fazer por si.
A pessoa só se resolve quando as coisas mais difíceis vêm à tona, a mente toma conhecimento, entra em contato e quer perceber e resolver.
A vida nos mostra, mas quando não queremos ver não adianta.
Até então começamos a atrair muitos desencontros, desacertos, medo, inseguranças, entraves e bloqueios, que atrapalham a pessoa.
Então ela não flui bem em sua vida. Quando a pessoa quer se resolver ela reconhece e resolve se olhar.
Estabelece uma auto-análise pra discernir, onde está errado e tem a coragem de assumir para os outros e pra si mesmo.
O que importa é o meu compromisso diante de mim, não é nem dos outros nem de Deus.
Não é Ele que cobra, mas é a necessidade minha de que as coisas se resolvam pra que os problemas não aconteçam mais, com tanta freqüência como antes. É preciso resolver pra vida poder fluir.
Se eu faço curso e procuro a melhora, assumi um compromisso comigo, por ter ido buscar algo melhor para mim.
Quando apenas me cobro e não tomo atitude, eu me decepciono comigo e me sinto muito infantil. Então começo a me punir por não ter feito.
Às vezes uso desculpas pra não assumir... Minto pra mim mesma e faço tipo para os outros. Então a vida pega minha mentira e joga contra mim mesma, só pra ver se eu acordo.
Quando eu me assumo e fico do meu lado a vida me apoia e fica tudo mágico. Em primeiro lugar temos que ter um firme propósito ao entrar num curso para fazer nossa melhora.
Se eu assumir vou entender, assimilar e usar. Mudanças incríveis vão acontecer em minha vida e muito rápido.
A prosperidade exige que eu me estabeleça metas altas, mas possíveis de serem atingidas pra que eu possa fazer tudo pra conquistá-las.
Estabelecer algo alto demais, vai fazer com que eu arrume desculpas para justificar o fracasso.
Eu me torno criança e imaturo, quando sei que algo é bom e não uso. Deus sabe que eu sei, então não vai ajudar em nada porque eu mesmo posso fazê-lo.
Ele só ajuda quando não posso fazer por mim, então ele me auxilia dando intuição para eu agir correto.
Às vezes começo a agir pelos vícios que adquiri ao longo da vida e não mudo, nem admito que não é mais o meu melhor.
Chega de ter medo, insegurança, de não querer assumir-se por medo de errar, deixando que a vaidade fale mais alto.
Como é que os outros vão me encarar se eu errar?... Como eles vão me cobrar e me criticar? Eu não vou agüentar a auto-crítica. Vou me estrangular por dentro...
Uma coisa importante é ver as verdades que existem dentro de nós, encara-las e assumi-las. A primeira coisa que devo querer ver é a mentira de que eu amo a vida, quando na verdade tenho ódio dela e dos outros.
A maioria das pessoas acha que a vida é difícil que é um enigma, desampara as pessoas e que há injustiça em tudo. Por isso temos medo do amanhã.
Isso por que nos sentimos incapazes de controlar tudo. Esta incapacidade de controlar as coisas nos torna inseguros... Isso faz sentido, pois só me sinto seguro naquilo que posso segurar e controlar.
Por isso temos necessidade de estar no controle de um relacionamento a dois, por medo de que se eu não puder segura-lo ele vai escapar, vai embora.
Essa sensação de insegurança faz com que passemos a querer dominar a outra pessoa pra que ela ceda à nossos desejos, fazendo nossas vontades.
Queremos na verdade que ela sinta que somos muito necessários em sua vida, a ponto de não poder viver sem a nossa companhia.
Ao mesmo tempo criamos um envolvimento com a pessoa, mas também a estamos sufocando com nosso amor e nossa necessidade de comandá-la.
Isso faz com que ela sinta uma dualidade de emoções em nossa companhia...
Ao mesmo tempo, que ela fica envolvida pelo nosso carinho e atenção, sente-se sufocada pelo exagero de nossas atitudes em relação a ela.
Às vezes esse sentimento toma conta de nosso ser, a ponto de estarmos nos anulando por causa do outro e nossa vida perdeu completamente o sentido porque vivemos em função do outro.
Se perdermos essa pessoa, temos vontade até de morrer e só não fazemos uma besteira, pois sabemos que não é correto e teremos mais problemas ainda.
Se soubéssemos como esse ódio da vida influi no relacionamento com as pessoas.
À medida que não me vejo e não encontro a verdade em mim, também não conseguirei ver a verdade do outro, pois não terei olhos pra ver a verdade em nenhum lugar.
Não combina com os meus padrões enxergar o melhor dos outros, pois não aprendi ver o melhor da vida.
Acho que a vida é um perigo, então passo a achar que as pessoas não são boas ou confiáveis.
Minha vida se torna pobre afetivamente, profissionalmente e emocionalmente.
Quando não me dou uma chance para acreditar que a vida é boa, como vou acreditar que a minha vida ao lado do outro também pode dar certo.
Deixo então o ódio da vida e me abro para ver o melhor de tudo e de todos.
Quando procuro o melhor no outro, vou me sintonizar com esse melhor que existe por si só no mundo.
Mesmo que essa pessoa seja ruim com todos, para mim ela vai demonstrar sua bondade, pois através da confiança que depositei nela, consegui me sintonizar com o melhor dela.
Isso acontece porque estou no meu melhor e quando assim é, vou me sintonizar com o melhor de todo o mundo.
A relação entre pessoas na verdade é uma troca, então quando consigo me doar sem limites e sem esperar retorno, ele acontece espontaneamente.
Quando supero o medo de me doar e falar dos meus sentimentos, sinto-me de bem com a vida e me abro com confiança para um novo amor, sem medo não dar certo, pois me ocupo com o momento sem apego ao resultado.
Quando não crio expectativas e não alimento ilusões, não vou atrair desilusões que vão tirar o meu animo e alegria de viver.
Quando me desiludo acabo por afastar o entusiasmo pela vida. É como se eu tivesse cortando o fio que me prende vivo aqui na Terra e já começasse a morrer internamente. Então começo a atrair doenças de toda a sorte.
Desencadeio a mágoa que atrai problemas de estômago, por não digerir os acontecimentos, ou outro tipo de doença, pela degeneração interna que atraí por conta de ter acalentado sentimentos ruins que nos destroem por dentro.
Quando a pessoa resolve acabar com o ódio dentro de si, ela pode começar a fazer uma renovação interior muito grande e começa uma fase de renascimento interior.
Então desencadeia um processo de cura, pois quando substituo o ódio por amor, posso me curar. A auto-cura está ligada ao fato de começar a me aceitar como sou e respeitar-me do jeito que estou no momento.
Quando me respeito, estou respeitando a individualidade que existe em mim, sabendo que ninguém é igual a ninguém. Só tomo consciência disso no convívio com as outras pessoas.
Se eu me sentir agradecido ao outro por ter permitido esse confronto, vou saber que eu sou diferente, então vou passar a me aceitar e a aceitar o outro.
Então tudo começa a se encaixar, pois comecei a aceitar a vida e me aceitar... A partir de então me torno pronto pra viver um novo amor...
"...O segredo da felicidade conjugal está no cotidiano, não em sonhos. Está em encontrar a alegria escondida de chegarem ao lar; no trato afetuoso com os filhos; no trabalho de todos os dias, em que toda a família colabora; no bom-humor perante as dificuldades, que é preciso enfrentar com esportivismo; é também no aproveitamento de todos os avanços que nos proporciona a civilização, para tornar a casa agradável, a vida mais simples, a formação mais eficaz."
"Hoje consigo aceitar que se não me faz bem, não é pra ser.
Estou certa de que Deus fecha uma porta e abre duas janelas.
Que é só me virar pro sol que não consigo ver a sombra.
Que algumas pessoas são sim substituíveis.
Que paixões vão e vem e que amor de verdade não termina!
... Hoje só minha consciência pode me condenar, e sem falsa modéstia, raramente isso acontece!
Valorizo cada erro que cometi, pois embora pareça clichê, eles me fizeram crescer, ser quem sou, e valorizar ainda mais meus acertos.
Não esqueço o passado, mas poucas coisas que passei eu gostaria de reviver.
Tenho a sorte de poder dizer que hoje é melhor que ontem, e as pessoas que me cercam hoje são tão preciosas quanto muitas que ficaram pra trás por falta de opção, e mais do que todas que escolhi deixar pra trás!
Quem não me merece não vai me ter por perto, e me sinto digna de ter por perto quem eu desejar ter.
Minhas atitudes independem da atitude de outra pessoa, e nem sempre eu digo o que condiz.
Espero ser fraca muitas vezes nessa vida, diante das tentações que ela me oferecer.
Voltei a ser o que era há alguns anos, tive um reencontro comigo, com a diferença de que dessa vez não é qualquer pessoa que vai me desviar do que eu realmente quero.
Não me anulo por mais ninguém, e hoje em dia, ninguém me inspira mais do que eu mesma!"
(Karla Tabalipa)
A COR DA SAUDADE
Era uma vez uma menina que tinha um pássaro encantado.
Ele era encantado por duas razões:
Não vivia em gaiolas, vivia solto,
... Vinha quando queria, quando sentia saudades...
E sempre que voltava, suas penas tinham cores diferentes,
As cores dos lugares por onde tinha voado.
Certa vez voltou com penas
Imaculadamente brancas, e contou histórias de montanhas
cobertas de neve.
Outra vez, suas penas estavam vermelhas, e contou histórias de desertos incendiados Pelo sol.
Era grande a felicidade quando eles Estavam juntos.
Mas, sempre chegava a hora do pássaro Partir... A menina chorava e implorava:
- Por favor, não vá.
Terei saudades, vou chorar.
- Eu também terei saudades - dizia o Pássaro - mas vou lhe contar um segredo! Eu só sou encantado por causa da Saudade. É ela que faz com que minhas Penas fiquem bonitas...
Senão você deixará de me amar. E partiu.
A menina, sozinha, chorava.
Uma certa noite ela teve uma idéia: e se o Pássaro não partir?
Seremos felizes para sempre! Para ele Ficar, basta que eu o prenda numa gaiola.
E assim fez.
A menina comprou uma gaiola de prata,
A mais linda que ela encontrou.
Quando o pássaro voltou, eles se Abraçaram, ele contou histórias e Adormeceu.
A menina aproveitou o seu sono e o Engaiolou.
Quando o pássaro acordou deu um grito
De dor.
- Ah ! O que você fez? Quebrou o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me Esquecerei das histórias.
Sem a saudade, o amor irá embora...
Mas, não foi isso o que aconteceu. A menina não acreditou... Achou que ele se acostumaria. Caíram as plumas e as penas Transformaram-se em um cinzento triste.
Não era mais aquele o pássaro que ela Tanto amava...
Até que ela não mais agüentou e abriu a Porta da gaiola.
- Pode ir, pássaro -
Volte quando você quiser...
- Obrigado - disse o pássaro - irei e voltarei Quando ficar encantado de novo.
Você sabe, ficarei encantado de novo Quando a saudade voltar dentro de mim
E dentro de você.
Quantas vezes aprisionamos a quem Amamos, pensando que estamos fazendo o melhor?
Pense. Deixar livre é uma forma singela
de ver, ter...
Direcione o seu amor não para a prisão e sim para a conquista, sempre.
(Autor Desconhecido)
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Cem Tempos pra Você!
( 4 Votes )Dei um jeito, achei tempo para vê-la e, fiz tudo de ônibus! É o amo-o-or!
Quando cheguei à porta da casa dela eu estava “encharcado”. Ao me atender envolveu-me por um abraço longo e gostoso. Ainda abraçados sussurrei bem ao seu ouvido: ai, que saudades!... como sinto falta desse seu abraço... Ela, meio lacrimejando, disse baixinho a coisa mais deliciosa de se ouvir: eu te amo!
- O que será que existe de mágico e de encanto no abraço, no beijo e no reencontro daqueles que se amam?
- Que nome se dá àquela sensação inebriante que acontece no corpo, na alma, enfim, em todo o ser, quando podemos matar as saudades depois de um longo tempo de separação?
Até hoje sinto essa coisa gostosa do abraço, depois de um dia inteiro sem nos vermos. Revigora, anima!
Interessante como uma das necessidades básicas do homem, do nascimento à morte está ligada a coisas tão simples e, desgraçadamente, tão raras: sentir-se amado e valorizado. O “abastecimento” deve ser diário, a partir de cada manhã. E Deus, em Sua infinita sabedoria, escolheu a vida a dois para suprir essa necessidade de amar e ser valorizado de forma mútua.
Deus não escolheu a minha vizinha, nem a minha colega de trabalho, nem mesmo o pastor da minha igreja para suprir a minha carência diária. Portanto, em cada manhã, Rute acorda e tem uma responsabilidade e privilégio: fazer seu maridão, que sou eu, amado e valorizado.
Nosso dia-a-dia é muito corrido. Apesar de trabalharmos juntos no Reviver (nossa clínica), é muito comum passarmos o dia sem nos vermos. Só sei que ela está atendendo porque conheço o aroma gostoso do seu perfume.
Quando chega o dia da semana reservado para nós dois, nosso coração bate um pouco mais rápido, pois é dia de namorar. Saio às 8h da manhã e só paro às 16h. Começo, então, a me preparar: um banho demorado, uma roupa legal, perfume importado... E, lá pelas 20h saímos para passear.
É proibido falar de cliente, de filho, de parente, de doença. Conversamos sobre assuntos agradáveis, relaxamos e curtimos um ao outro.
Às vezes tenho que abrir mão de certos compromissos, mas geralmente só desmarcamos nosso encontro por algo muito emergencial, e aí vem aquela sensação ruim de perda do nosso momento especial a dois.
É verdade que, durante a semana também temos pequenos namoros no sofá ou, até mesmo, assistindo a um filme no quarto. Mas, a pessoas muito importantes temos que dedicar, pelo menos, uma noite especial!
Faz vinte e seis anos que, em cada mês de novembro, saímos sozinhos para viajar. Geralmente ficamos uma semana passeando e aí, a carência que, às vezes, não pôde ser suprida durante o ano, fica zerada.
Houve um período atípico, quando não conseguimos o sogro, nem sogra, nem parente ou amigo para ficar com os nossos quatro maravilhosos filhos. Então, Rute teve a brilhante idéia de levá-los conosco em nossa viagem de “lua de mel”.
Combinamos que chegando ao hotel ficaríamos em quartos separados, eles comeriam em mesas separadas e que faríamos de conta que não nos conhecíamos.
Para eles, naquela época, com seis, cinco, quatro e três anos foi um tremendo sacrifício, mas se saíram muito bem. Hoje, passados dezessete anos, eles ainda recordam daquela viagem como uma tremenda experiência!
É triste, mas real – muitos casamentos têm acabado devido à maldita frase: “não tenho tempo!”.
Às vezes fico filosofando: o mundo hoje está com 6,6 bilhões de habitantes. Deus me deu uma mulher, somente uma, para que eu a faça feliz. Se eu não conseguir “dar conta do recado” o mínimo que vão escrever na lápide do meu túmulo é: aqui jaz um incompetente!
Não importa quantos milhões e bilhões de reais possamos acumular, nem de quantas empresas fomos presidentes, nem quanto sucesso profissional alcançamos. A frase vai continuar a mesma: aqui jaz um incompetente! Vamos mudar esse epitáfio?
Se em cada manhã beijar minha esposa, separar tempo de qualidade para amá-la e ouvi-la de verdade, estar sempre atento para fazer um elogio, aí certamente em minha lápide vão poder colocar uma tremenda placa e escrever:
AQUI JAZ UM VITORIOSO!
Vou deixar aqui, um conselho médico para a saúde do seu casamento:
- Encontre sempre um tempo especial ... PARA NAMORAR SEU CÔNJUGE. É isso que significa, na vida a dois, cem tempos para você!
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