quarta-feira, 23 de maio de 2012


14-05-2012    

Pessoas flores

Pessoas são flores. Elas brotam em nossa vida e deixam sinais.
Como a sonoridade do tempo ao longo da existência.
Como a sensibilidade da alma.
Olhe a pessoa que está ao seu lado e você vai descobrir, no íntimo, que há uma flor desabrochando dentro de si.
Procure sentir as pétalas de cada flor, pois cada uma tem uma doce surpresa.
Flores foram compostas para serem ouvidas, sentidas, compreendidas, interpretadas e adoradas.
Para tocarem nossas vidas com a mesma força do instante em que foram criadas, para tocarem suas próprias vidas com toda essa delicadeza encantadora.
E de poderem deixar o perfume exalar de forma delicada.
Afinal, de poderem cumprir todo o sentido que a elas foram dadas, com a beleza que toca nossos corações, com uma magia única.
Flores são como cada um de nós.
Não percebem?
Como vocês, elas precisam de carinho e cuidados, pois são criaturas vivas.
Flores nos fascinam. Mesmo arrancadas das roseiras.
Mesmo aquela flor que murcha em silêncio.
Chega um dia em que a vida se esvai da flor. E talvez você não tenha tido a oportunidade de regâ-la. Ou ao menos não ter dito: "como você floriu linda em meu jardim".
Sempre deixem a flor do jardim expressar a sua formosura. Apenas assim sentirá perpetuará o seu perfume e sua beleza.
(Hidra)

  • Dentro de um abraço

    Onde é que você gostaria de estar agora, nesse exato momento?

    Fico pensando nos lugares paradisíacos onde já estive, e que não me custaria nada reprisar: num determinado restaurante de uma ilha grega, em diversas praias do Brasil e do mundo, na casa de bons amigos, em algum vilarejo europeu, numa estrada bela e vazia, no meio de um show espetacular, numa sala de cinema assist...indo à estreia de um filme muito esperado e, principalmente, no meu quarto e na minha cama, que nenhum hotel cinco estrelas consegue superar – a intimidade da gente é irreproduzível.

    Posso também listar os lugares onde não gostaria de estar: num leito de hospital, numa fila de banco, numa reunião de condomínio, presa num elevador, em meio a um trânsito congestionado, numa cadeira de dentista.

    E então? Somando os prós e os contras, as boas e más opções, onde, afinal, é o melhor lugar do mundo?

    Meu palpite: dentro de um abraço.

    Que lugar melhor para uma criança, para um idoso, para uma mulher apaixonada, para um adolescente com medo, para um doente, para alguém solitário? Dentro de um abraço é sempre quente, é sempre seguro. Dentro de um abraço não se ouve o tic-tac dos relógios e, se faltar luz, tanto melhor. Tudo o que você pensa e sofre, dentro de um abraço se dissolve.

    Que lugar melhor para um recém-nascido, para um recém-chegado, para um recém-demitido, para um recém-contratado? Dentro de um abraço nenhuma situação é incer-ta, o futuro não amedronta, estacionamos confortavelmente em meio ao paraíso.

    O rosto contra o peito de quem te abraça, as batidas do coração dele e as suas, o silêncio que sempre se faz durante esse envolvimento físico: nada há para se reivindicar ou agradecer, dentro de um abraço voz nenhuma se faz necessária, está tudo dito.

    Que lugar no mundo é melhor para se estar? Na frente de uma lareira com um livro estupendo, em meio a um estádio lotado vendo seu time golear, num almoço em família onde todos estão se divertindo, num final de tarde à beiramar, deitado num parque olhando para o céu, na cama com a pessoa que você mais ama?

    Difícil bater essa última alternativa, mas onde começa o amor, senão dentro do primeiro abraço? Alguns o consideram como algo sufocante, querem logo se desvencilhar dele. Até entendo que há momentos em que é preciso estar fora de alcance, livre de qualquer tentáculo. Esse desejo de se manter solto é legítimo, mas hoje me permita não endossar manifestações de alforria.
    (Marta Medeiros)

domingo, 20 de maio de 2012

A Flor e a Borboleta

Certa vez, um homem pediu a Deus
uma flor... e uma borboleta.
Mas Deus lhe deu um cacto... e uma lagarta.
... O homem ficou triste pois não entendeu
o porque do seu pedido vir errado.
Daí pensou : Também, com tanta gente para atender... E resolveu não questionar.
Passado algum tempo, o homem foi verificar o pedido que deixara esquecido.
Para sua surpresa, do espinhoso e feio cacto havia nascido a mais bela das flores.
E a horrível lagarta transformara-se
em uma belíssima borboleta.
Deus sempre age certo.
O Seu caminho é o melhor, mesmo que aos nossos olhos pareça estar dando tudo errado.
Se você pediu a Deus uma coisa
e recebeu outra, confie.
Tenha a certeza de que Ele sempre dá o que
você precisa, no momento certo.
Nem sempre o que você deseja...
é o que você precisa.
Como Ele nunca erra na entrega de seus pedidos, siga em frente sem murmurar ou duvidar.
O espinho de hoje... será a flor de amanhã !
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O PAI NÃO DESISTE

Havia um homem muito rico, que possuía muitos bens, uma grande fazenda, muito gado e vários empregados à seu serviço. Tinha ele um único filho, um único herdeiro, que ao contrário do pai não gostava do trabalho, nem de compromissos. O que ele mais gostava era fazer festas e estar com seus amigos e de ser "bajulado" por eles.
Seu pai sempre o advertia, que seus amigos só es...tavam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer, depois o abandonariam. Os insistentes conselhos do pai, lhe retiniam aos seus ouvidos e logo se ausentavam, sem dar o mínimo de atenção.

Um dia, o velho pai, já avançado na idade disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro e, dentro do celeiro ele mesmo fez uma forca e junto à ela uma placa com os dizeres:
"PARA VOCÊ NUNCA MAIS DESPREZAR AS PALAVRAS DO SEU PAI".

Mais tarde, chamou o filho e o levou até o celeiro e disse:
- Meu filho, eu já estou velho e, quando eu partir, você tomará conta de tudo o que é meu, e sei qual será o seu futuro... você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados, irá gastar todo o seu dinheiro com os amigos, irá vender os animais e os bens para se sustentar. E quando não tiver mais dinheiro, seus amigos vão se afastar de você. E quando você não tiver mais nada, vai se arrepender amargamente de não ter me dado ouvidos. E por isso, eu construí essa forca. Sim, ela é para você e quero que Você me prometa que se acontecer o que eu disse, você se enforcará nela!

O jovem riu, achou um absurdo mas, para não contrariar seu pai, prometeu E pensou que jamais isso pudesse acontecer. O tempo passou, o pai morreu e seu filho tomou conta de tudo mas, assim como se havia previsto, o jovem gastou tudo, vendeu os bens, perdeu os amigos e a própria dignidade.

Desesperado e aflito, começou a refletir sobre sua vida e viu que havia
sido um tolo, lembrou-se do seu pai e começou a
chorar e dizer:
- Ah, meu pai, se eu tivesse ouvido os teus conselhos... mas agora é tarde, tarde demais...

Pesaroso, o jovem levantou os olhos e longe avistou o pequeno celeiro, era a única coisa que lhe restava. A passos lentos, se dirigiu até lá e viu a forca e a placa empoeirada e disse:
- Eu nunca segui as palavras do meu pai, não pude alegra-lo enquanto estava vivo, mas pelo menos vou fazer a vontade dele, vou cumprir minha promessa, já que não me resta mais nada...

Então ele subiu nos degraus e colocou a corda no pescoço e disse:
- Ah se eu tivesse uma nova chance...Então pulou; sentiu por um instante a corda apertar sua garganta. Mas, o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente. O rapaz caiu no chão e sobre ele, caíram jóias, esmeraldas, pérolas, diamantes, rubis e muito ouro. A forca estava cheia de pedras preciosas e um bilhete que dizia:
"ESSA É A SUA NOVA CHANCE

quinta-feira, 17 de maio de 2012



Australiana registra os maiores arrependimentos de pacientes terminais

A falta de coragem de exprimir seus sentimentos é um dos itens da lista




Australiana registra os maiores arrependimentos de pacientes terminais Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação
A enfermeira australiana Bronnie Ware trabalhou por muitos anos com pacientes terminais que eram mandados para casa para morrer. Apesar da situação difícil, ela afirma que todos seus pacientes cresceram muito quando tiveram de enfrentar sua própria mortalidade e Bronnie foi capaz de encontrar na trajetória desses casos lições que divide na internet, com sucesso, sobre os principais arrependimentos de seus pacientes. É difícil não refletir se teríamos ou não os mesmo arrependimentos.
- Eu queria ter tido coragem de viver a vida de maneira verdadeira para comigo mesmo, não a vida que os outros esperavam de mim.
Segundo Bronnie, esse é o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que sua vida chegou ao fim, elas olham para trás e percebem os sonhos não realizados. "Muita gente não honrou nem a metade de seus sonhos e teve que morrer sabendo que isso aconteceu devido a escolhas que eles mesmos fizeram ou não fizeram", relata Bronnie.

- Eu queria não ter trabalhado tanto.
Esse foi arrependimento que Bronnie percebeu mais nos pacientes homens. De acordo com a enfermeira, eles se arrependiam de não ter aproveitado mais a infância dos filhos e a companhia da parceira. As mulheres também têm esse arrependimento, mas como a maior parte das pacientes era de uma geração em que as mulheres ainda não tinham o trabalho como principal em suas vidas, o arrependimento parece ser menor. "Todos os homens de quem eu cuidei se arrependiam de terem gasto tanto de suas vidas em uma existência voltada para o mercado de trabalho", conta Bronnie.

- Eu queria ter tido a coragem de exprimir meu sentimentos.
Muitas pessoas reprimem seus sentimentos para evitar confronto ou mesmo porque foram educadas para fazê-lo. O resultado é que elas se contentam com uma existência que, segundo a enfermeira, é medíocre, porque impede que as pessoas aproveitem o seu verdadeiro potencial. Para Bronnie a honestidade eleva os relacionamentos a um novo patamar, uma mais saudável, ou vai acabar fazendo com que relacionamentos que não fazem bem para as pessoas acabem sendo eliminados da vida delas.
- Eu queria ter permanecido em contato com meus amigos.

Bronnie presenciou muitas pessoas se queixarem do quando se arrependiam de não ter dedicado mais tempo às duas amizades. "Muitas pessoas acabam tão envolvidas com suas próprias vidas que deixam amizades de ouro acabarem", relatou. Para Bronnie, na hora da morte as pessoas tentam, sim, deixar o plano financeiro em ordem, se possível, mas não é isso que mais conta, mas sim as pessoas que elas amam.
- Eu queria ter me permitido ser mais feliz.
Segundo Bronnie essa é muito comum. "Muitos não percebem até o final que felicidade é uma escolha", relata a enfermeira. As pessoas ficam presas em velhos padrões e hábitos e se acomodam no que é familiar e seguro. Segundo Bronnie, muita gente passa a vida fingindo que é feliz para os outros e para si mesmo por medo de mudar. "Quando você está no seu leito de morte o que os outros pensam de você nem passa pela sua mente", conclui Bronnie.

A dica final da enfermeira: "a vida é uma escolha. É a sua vida. Escolha com consciência, sabedoria e honestidade. Escolha a felicidade". 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A mais bela flor
voltarO bosque estava quase deserto quando o homem se sentou para ler, debaixo dos longos ramos de um velho carvalho.
Estava desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois o mundo estava tentando afundá-lo.
E, como se já não tivesse razões suficientes para arruinar o seu dia, um garoto chegou, ofegante, cansado de brincar.
Parou na sua frente, de cabeça baixa e disse, cheio de alegria:
Veja o que encontrei!
O homem olhou desanimado e percebeu que na sua mão havia uma flor.
Que visão lamentável! Pensou consigo mesmo.
A flor tinha as pétalas caídas, folhas murchas e, certamente, nenhum perfume.
Querendo ver-se livre do garoto e de sua flor, o homem desiludido fingiu pálido sorriso e se virou para o outro lado.
Mas, ao invés de recuar, o garoto sentou-se ao seu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa:
O cheiro é ótimo e é bonita também...
Por isso a peguei. Tome! É sua.
A flor estava morta ou morrendo, nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas ele sabia que tinha que pegá-la, ou o menino jamais sairia dali.
Então estendeu a mão para pegá-la e disse, um tanto contrafeito:
Era o que eu precisava.
Mas, ao invés de colocá-la na mão do homem, ele a segurou no ar, sem qualquer razão.
E, naquela hora, o homem notou, pela primeira vez, que o garoto era cego e que não podia ver o que tinha nas mãos.
A voz lhe sumiu na garganta por alguns instantes...
Lágrimas quentes rolaram do seu rosto enquanto ele agradecia, emocionado, por receber a melhor flor daquele jardim.
O garoto saiu saltitando, feliz, cheirando outra flor que tinha na mão e sumiu no amplo jardim, em meio ao arvoredo.
Certamente iria consolar outros corações que, embora tenham a visão física, estão cegos para os verdadeiros valores da vida.
Agora o homem já não se sentia mais desanimado e os pensamentos lhe passavam na mente com serenidade.
Perguntava-se como é que aquele garoto cego poderia ter percebido sua tristeza a ponto de aproximar-se com uma flor para lhe oferecer.
Concluiu que talvez a sua autopiedade o tivesse impedido de ver a natureza que cantava ao seu redor, dando notícias de esperança e paz, alegria e perfume...
E como Deus é misericordioso, permitiu que um garoto, privado da visão física, o despertasse daquele estado depressivo.
E o homem, finalmente, conseguira ver, através dos olhos de uma criança cega, que o problema não era o mundo, mas ele mesmo.
E, ainda mergulhado em profundas reflexões, levou aquela feia flor ao nariz e sentiu a fragrância de uma rosa...
* * *
Verdadeiramente cego é todo aquele que não quer ver a realidade que o cerca.
Tantas vezes, pessoas que não percebem o mundo com os olhos físicos, penetram as maravilhas que os rodeiam e se extasiam com tanta beleza.
Talvez tenha sido por essa razão que um pensador afirmou que o essencial é invisível aos olhos.
Redação do Momento Espírita com base em texto
de autoria ignorada.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.Em 13.03.2012.

Pode Alguém Me Fazer Feliz? O Que as Novelas Não Ensinam

Escrito por Dr. Cesar Vasconcellos de Souza
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podeAlguemMeFazerFelizSerá que uma pessoa humana pode preencher toda a sua necessidade de afeto, atenção, compreensão?

Uma mulher, abrindo o coração, disse que quando era criança poucas vezes sentiu como tendo o suficiente de qualquer coisa, especialmente amor, manifestações de carinho, aprovação. A sensação que tinha era de que independentemente do que seus pais fizessem ou falassem, ela sempre queria mais. Quando ficou adulta, ela tentou preencher suas necessidades da maneira variadas. Comia demais, quem sabe pela sensação de que preencheria o vazio com alimentos. Tinha compulsão para comprar coisas em lojas variadas, sempre procurando uma mercadoria que, talvez, a fizesse feliz e completa. Envolveu-se com amizades que, no fundo, eram "pais substitutos", crendo que a atenção e aprovação delas a faria sentir-se bem com ela mesma.

Num grupo de apoio psicológico aprendeu que quando sua expectativa é maior do que o que as pessoas podem lhe dar, ela cai numa armadilha. Quando você fica esperando de qualquer pessoa aquilo que ela não pode lhe dar, você está colocando o seu pé num caminho infeliz desnecessário. Quando tenta conseguir que algo ou alguém de fora de si mesmo o faça feliz por dentro, você está fazendo algo insensato. Não funciona. A felicidade é algo de dentro que tem que ver com responsabilidade pessoal.

Nenhum ser humano tem o poder de nos fazer completos, plenamente felizes, saciados por inteiro. Isto depende do relacionamento de cada um com Deus e de trabalho pessoal. Pensar nisto pode ser muito libertador e de fato é, porque assim tiramos das costas das pessoas o que não é para estar lá, e buscamos Alguém eficaz.

É, pois, importante que cada um pense: que comportamentos utilizo para tentar preencher minhas necessidades de atenção, afeto, aprovação? Eles me prendem ou me libertam? Estão baseados em expectativas realistas ou ilusórias?

Outra pessoa narrou que começou a perceber que quando era bem cuidada por alguém, sentia uma mistura de bem estar e sofrimento. Achou estranho aquilo e tentou entender. Como é que podia sentir duas coisas opostas ao mesmo tempo? Ao compartilhar isso com uma amiga do grupo, esta lhe perguntou se quando ela era criança, ao experimentar bons sentimentos provocava nela alguma sensação desagradável. Ela disse que sim, após meditar bastante, evocando cenas do passado. Disse que o "receber" poderia, por alguns momentos, trazer à superfície da sua mente o "não receber". Algumas pessoas podem não pedir afeto por medo de receber menos do que desejam e ao invés de aproveitar o que podem ter, perdem isto e ficam sem nada, com medo de não ter tudo o que desejariam receber.

É muito comum pessoas fazerem a transferência do que faltou de afeto no relacionamento com seus pais, para namorados e namoradas. Fica uma "misturança" danada de sentimentos, porque em parte o que cada um sente pelo outro é algo da relação mesmo, e em parte é o que cada um projeta no outro daquilo que tinha de bom e de ruim do que havia na infância com os pais.

Muitos vivem numa relação obsessiva e querendo que o outro se torne tudo de bom para se sentirem bem consigo mesmos. De novo a armadilha: colocar a esperança de ter serenidade e paz interior na dependência do comportamento de alguém fora de você mesmo. Muitos vivem anos esperando que os outros possam mudar para serem felizes, tentando mudar aquilo que não podem controlar.

É possível aprender a dar amor incondicional e aceitação independentemente de como você é tratado. Você precisa receber este amor para poder dar. Já pediu para a Fonte certa? Este é o caminho da felicidade que as novelas não ensinam