A todas as mulheres
Que driblam a vida para entregar o melhor de si em tudo que fazem...
Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga.
Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Festival Gerânio
Festival Gerânio
O gerânio pelargonium graveolens é uma planta muito aromática originária da África. Seu óleo essencial (OE) é obtido por extração a vapor das suas flores e folhas.
Existem muitas variedades de gerânios (outras cores e nomes botânicos), mas o tipo pelargonium graveolens, conhecido no Brasil como malva cheirosa, é o que gera o óleo essencial cujas propriedades terapêuticas estão descritas a seguir. Esta malva cheirosa apresenta pequenas e delicadas flores cor de rosa e suas folhas são um pouco aveludadas e rendadas na extremidade.
Ação do Gerânio no emocional
O gerânio tem aroma semelhante ao de rosas, o que sinaliza um potencial de expandir o coração, a decisão de amar e amar-se.
Antigamente as pessoas plantavam gerânios ao redor da casa, com a intenção de afastar maus espíritos e trazer sorte aos bebês, atribuindo ao gerânio poder de proteção.
O fato é que o gerânio proporciona, via aromaterapia, ou seja, seu óleo essencial, uma rápida ativada na energia vital, elevando o astral, espantando o cansaço e os adiamentos. Sua folha pode ser usada no preparo de sucos desintoxicantes e chás, aromáticos e saborosos.
Emocionalmente, por seu aroma sedoso e semelhante ao de rosas, o gerânio trabalha muito bem o feminino quando ajuda o fígado (e vesícula) na sua desintoxicação. Portanto a dissipar raivas e culpas reprimidas, equilibrar o emocional, mobilizar angústias e tratar a depressão.
O gerânio “acorda”, “desperta”, coloca os sentimentos no “aqui e agora”, na REALIDADE.
Ele trabalha também as vibrações yang (ação), o masculino, quando ajuda na desintoxicação dos rins para desmaterializar medos. É quando a ilusão dos medos se transforma em coragem, possibilitando as decisões adiadas (harmoniza o raciocínio lógico e a intuição) e o resgate da responsabilidade pelas ações iludidas. Quando se está vivendo momentos onde o sonho é uma necessidade, as pessoas irão se sentir pouco à vontade com o aroma do gerânio, uma vez que a mensagem do gerânio é oposta à ilusão.
O gerânio aumenta a criatividade e nos estimula para a entrega, a fé de “corpo e alma”. O coração deseja e realiza: enfrenta e “dá conta do recado”.
Disso tudo é que, possivelmente, vem seu uso histórico como “protetor”. Afinal, quando no mundo real (meditação) e longe das ilusões, nosso campo de proteção não permite que energias densas, falsas expectativas e frustrações se manifestem.
Ação do Gerânio no físico
Fisicamente, o gerânio tem função reguladora sobre o sistema hormonal e supra-renais. Seu óleo essencial trabalha fortemente o feminino, quando interfere positivamente na prevenção e tratamento da TPM, menopausa e celulite. Tonifica as mamas, evita e trata estrias quando normaliza qualquer tipo de pele e suas afecções. O gerânio aumenta o fluxo sanguíneo o que faz revigorar todas as células, inclusive unhas e cabelos.
Importante: deve ser evitado seu uso durante a gravidez.
Homens podem e devem usá-lo, pois todos precisamos trabalhar o feminino internamente. Também porque o gerânio tem forte influência sobre os rins e supra-renais, órgão de choque do metabolismo masculino.
Com sua ação diurética tem importante ação tônica sobre os rins: cálculos renais, bexiga e diabetes. Pela grande influência que o gerânio exerce sobre as glândulas supra-renais, podemos entender muitos dos seus benefícios tanto físicos quanto emocionais.
Tem ação também sobre o fígado (hepatite, cirrose) e sistema linfático, contribuindo na eliminação de toxinas como excessos de glicose, colesterol, triglicérides e mucos.
Como usar o óleo essencial (OE) de Gerânio?
O gerânio é um óleo que pode ser usado puro, como um perfume. Trata-se de um aroma forte e penetrante, portanto é suficiente e prudente usar somente uma gota. Lembre que em caso de pele sensível deverá ser diluído em óleo vegetal. Uma gota na nuca, por exemplo, estimula, diminui o cansaço e revigora!
Para usar à noite, importante combinar com óleos relaxantes como a lavanda ou camomila.
Para favorecer sentimentos de confiança e coragem é excelente praticar meditações com o OE de gerânio. Ideal pela manhã ou tarde. Este óleo pode ser aplicado na nuca, num aromatizador pessoal, em um lenço de papel, no INSPIRA (da Aromarte), pulverizado no ambiente, na esponja em banho matinal, enfim...
Nas diluições em óleo vegetal usa-se a 1%: para 50 ml de óleo vegetal adicione 11 gotas do OE de gerânio.
Nos óleos corporais, o óleo vegetal irá viabilizar a massagem. Dependendo das composições com outros OEs poderão ser indicados para: alívio de dores, relaxamento, estimulação, hidratação e outros cuidados específicos. Além de tratar internamente via olfato, ajuda a "respirar" a pele, integrando seus efeitos terapêuticos.
Para uso nos chacras o gerânio é mais indicado no coronário, trabalhando o medo e depressões, além de fortalecer as decisões. No chacra básico é indicado para materializar objetivos. No chacra frontal para resgatar a visão interna.
O gerânio pelargonium graveolens é uma planta muito aromática originária da África. Seu óleo essencial (OE) é obtido por extração a vapor das suas flores e folhas.
Existem muitas variedades de gerânios (outras cores e nomes botânicos), mas o tipo pelargonium graveolens, conhecido no Brasil como malva cheirosa, é o que gera o óleo essencial cujas propriedades terapêuticas estão descritas a seguir. Esta malva cheirosa apresenta pequenas e delicadas flores cor de rosa e suas folhas são um pouco aveludadas e rendadas na extremidade.
Ação do Gerânio no emocional
O gerânio tem aroma semelhante ao de rosas, o que sinaliza um potencial de expandir o coração, a decisão de amar e amar-se.
Antigamente as pessoas plantavam gerânios ao redor da casa, com a intenção de afastar maus espíritos e trazer sorte aos bebês, atribuindo ao gerânio poder de proteção.
O fato é que o gerânio proporciona, via aromaterapia, ou seja, seu óleo essencial, uma rápida ativada na energia vital, elevando o astral, espantando o cansaço e os adiamentos. Sua folha pode ser usada no preparo de sucos desintoxicantes e chás, aromáticos e saborosos.
Emocionalmente, por seu aroma sedoso e semelhante ao de rosas, o gerânio trabalha muito bem o feminino quando ajuda o fígado (e vesícula) na sua desintoxicação. Portanto a dissipar raivas e culpas reprimidas, equilibrar o emocional, mobilizar angústias e tratar a depressão.
O gerânio “acorda”, “desperta”, coloca os sentimentos no “aqui e agora”, na REALIDADE.
Ele trabalha também as vibrações yang (ação), o masculino, quando ajuda na desintoxicação dos rins para desmaterializar medos. É quando a ilusão dos medos se transforma em coragem, possibilitando as decisões adiadas (harmoniza o raciocínio lógico e a intuição) e o resgate da responsabilidade pelas ações iludidas. Quando se está vivendo momentos onde o sonho é uma necessidade, as pessoas irão se sentir pouco à vontade com o aroma do gerânio, uma vez que a mensagem do gerânio é oposta à ilusão.
O gerânio aumenta a criatividade e nos estimula para a entrega, a fé de “corpo e alma”. O coração deseja e realiza: enfrenta e “dá conta do recado”.
Disso tudo é que, possivelmente, vem seu uso histórico como “protetor”. Afinal, quando no mundo real (meditação) e longe das ilusões, nosso campo de proteção não permite que energias densas, falsas expectativas e frustrações se manifestem.
Ação do Gerânio no físico
Fisicamente, o gerânio tem função reguladora sobre o sistema hormonal e supra-renais. Seu óleo essencial trabalha fortemente o feminino, quando interfere positivamente na prevenção e tratamento da TPM, menopausa e celulite. Tonifica as mamas, evita e trata estrias quando normaliza qualquer tipo de pele e suas afecções. O gerânio aumenta o fluxo sanguíneo o que faz revigorar todas as células, inclusive unhas e cabelos.
Importante: deve ser evitado seu uso durante a gravidez.
Homens podem e devem usá-lo, pois todos precisamos trabalhar o feminino internamente. Também porque o gerânio tem forte influência sobre os rins e supra-renais, órgão de choque do metabolismo masculino.
Com sua ação diurética tem importante ação tônica sobre os rins: cálculos renais, bexiga e diabetes. Pela grande influência que o gerânio exerce sobre as glândulas supra-renais, podemos entender muitos dos seus benefícios tanto físicos quanto emocionais.
Tem ação também sobre o fígado (hepatite, cirrose) e sistema linfático, contribuindo na eliminação de toxinas como excessos de glicose, colesterol, triglicérides e mucos.
Como usar o óleo essencial (OE) de Gerânio?
O gerânio é um óleo que pode ser usado puro, como um perfume. Trata-se de um aroma forte e penetrante, portanto é suficiente e prudente usar somente uma gota. Lembre que em caso de pele sensível deverá ser diluído em óleo vegetal. Uma gota na nuca, por exemplo, estimula, diminui o cansaço e revigora!
Para usar à noite, importante combinar com óleos relaxantes como a lavanda ou camomila.
Para favorecer sentimentos de confiança e coragem é excelente praticar meditações com o OE de gerânio. Ideal pela manhã ou tarde. Este óleo pode ser aplicado na nuca, num aromatizador pessoal, em um lenço de papel, no INSPIRA (da Aromarte), pulverizado no ambiente, na esponja em banho matinal, enfim...
Nas diluições em óleo vegetal usa-se a 1%: para 50 ml de óleo vegetal adicione 11 gotas do OE de gerânio.
Nos óleos corporais, o óleo vegetal irá viabilizar a massagem. Dependendo das composições com outros OEs poderão ser indicados para: alívio de dores, relaxamento, estimulação, hidratação e outros cuidados específicos. Além de tratar internamente via olfato, ajuda a "respirar" a pele, integrando seus efeitos terapêuticos.
Para uso nos chacras o gerânio é mais indicado no coronário, trabalhando o medo e depressões, além de fortalecer as decisões. No chacra básico é indicado para materializar objetivos. No chacra frontal para resgatar a visão interna.
Somos como as sementes
Somos como as sementes
Estive recentemente (julho 2011) no Monastério do Trigueirinho em Figueira (MG), engajada em trabalhar com as sementes e os jardins de F2 (área de Figueira).
Levei um par de livros para ler durante esta jornada e, me marcou a apresentação do Dr. Alberto Gonzalez do livro Brotos**, não só pela abordagem que ele fez, mas pela coincidência do momento e local onde me encontrava.Estávamos em uma manhã, seis mulheres classificando uma safra de sementes crioulas (nativas), de uma leguminosa conhecida como ‘feijão amendoim’ (porque parece mesmo) entre sementes para armazenar (na câmara frigorífica para futuro plantio), sementes para consumo e sementes para descarte (muito danificadas).
Uma boa parte das sementes estava 'carunchada' e uma pessoa me perguntou: de onde surgem estes carunchos? Respondi: o cerne do caruncho (ou fungo) está todo o tempo dentro da semente. Basta que hajam condições para que eles se desenvolvam e ganhem força (nutrição e multiplicação) e assim destruam a semente e toda a sua capacidade também original de germinar e propagar a espécie.
No início tudo pode estar em equilíbrio, ainda que este início possa ser de pequena, média ou longa duração. Mas são as condições oferecidas (existentes) que irão determinar para que polaridade o futuro seguirá. Algumas vezes as condições são muito favoráveis à perpetuação da espécie, outras vezes nem tanto ou quase zero.
As sementes são exatamente como nós humanos, dentro de nós já temos tudo: a paz, o amor, a misericórdia, a alegria, a fé, a compaixão, a empatia, o perdão, a harmonia, o silêncio, a oração. Basta que surja uma oportunidade e muitos de nós prontamente respondemos com este manancial de sentimentos e ações do bem. Mas também temos dentro de nós o cerne do medo, do ciúmes, do egoísmo, do desamor, da falta de fé (ansiedade), dos 7 pecados capitais e assim por diante.
Qual a qualidade vibracional que alimentamos, nutrimos e permitimos que se desenvolva, cresça, se multiplique e finalmente nos contagie e nos faça transbordar? A qual aspecto doamos nosso tempo, atenção, ação?
Segundo o Dr. Alberto ‘as sementes e sua trajetória na direção da vida ou da morte são uma metáfora do dilema que vive a humanidade. Elas contém em si o arquétipo da vida. Por essa razão são citadas em forma simbólica na doutrina das mais diversas religiões’.
Concordo com ele que ‘as sementes são portadoras de vida, são a esperança de prosperidade, são alimento e entendimento ao mesmo tempo’. Assim são nossas crianças, nossos anseios, nossos projetos e nós mesmos...
‘Jesus nos trouxe muitas imagens do mundo espiritual através das sementes, como quando compara o poder do pensamento humano à minúscula semente de carvalho, que, sendo do tamanho de uma mostarda, pode se transformar naquela gigantesca árvore; ou quando conta a parábola do plantio e da colheita, estabelecendo a relação entre causa e efeito: se plantarmos hoje a boa semente, amanhã colheremos saúde, amor, abundância e paz’.
E, uma semente que não recebe água, solo, calor e luz (nas dosagens adequadas de cada momento: estocagem ou germinação) perde seu poder germinativo, perde sua razão de ser.
Da mesma forma, um ser humano que não recebe (ou não se permite) estas mesmas formas de nutrição da existência, também perde seu poder de expansão espiritual, perde sua razão de ser e de existir na luz...
‘As sementes querem se multiplicar, se espalhar, gerar fartura e alegria na família humana. Têm uma ânsia contida de germinar após o beijo da água, trazer o verde e anunciar bonança e prosperidade para cidades, aldeias e ecovilas. As sementes serão novamente moeda de troca, subvertendo os atuais meios de produção, onde, como nós, vivem escravizadas.
Trigo, quinoa, amaranto, alpiste, lentilha, gergelim, feijão, milho, centeio, cevada, amendoim, mostarda, trevo, alfafa, arroz, grão-de-bico, painço, colza - levantai-vos! Venham em nosso socorro! Estamos cansados e doentes, e vocês carregam dentro de si a origem da vida, a essência da cura! Com seu poder silencioso, guardiãs de uma nova era, permaneceram caladas e agora podem ressurgir, prontas a determinar uma nova ordem colaborativa e um novo consumo consciente’.
Da mesma forma somos Marias, Joãos, Maras, Cleuzas, Carlos, Anas, Paulos e Aparecidas, que nestes 5 dias dentro do Monastério, em oração e silêncio, para pedir e receber, para valorizar e respeitar, percebi como podemos tudo isso e muito mais! Quanta vitalização e criatividade rapidamente nos proporciona uma alimentação em harmonia com o reino vegetal, a gratidão para com a natureza e todos os seus elementais. Tudo isso me gerou, me germinou, me iluminou!
As sementes são nutridoras, reprodutivas, multiplicadoras, amorosas, mantenedoras e curadoras. São delicadas, frágeis e dependentes de nossos cuidados, respeito, atenção. Mas ao mesmo tempo têm a força e o poder da regeneração, da multiplicação. O poder de transformar-se em brotos, seus brotos transformarem-se em verdes hastes, em frutos e alimentos para toda a humanidade.
Haja força e poder: sustentar toda a vida, no e do planeta terra. Mas elas dependem da consciência e da valorização do ser humano, o que a elas não falta...
As sementes estão para a terra assim como para as mãos do homem. Podemos ter nas mãos um punhado de sementes e fazê-las tornar-se um jardim, um pomar, uma horta, um trigal dourado.
Assim somos nós humanos, tão frágeis e vulneráveis, tão medrosos de sairmos da caverna, das zonas de conforto, de germinar, brotar e crescer. Mas ao mesmo tempo somos potencialmente amorosos e poderosos. Quando conseguimos brotar e gerar muitos frutos, perdemos o medo da ‘falta’, nossa fé torna-se incondicional na abundância.
Em Figueira, nossa união me fez e faz chorar, aquele choro que não conseguimos saber de onde vem as lágrimas, mas imagino de uma avalanche de emoções de sustentação do amor incondicional. Sentir coisas que palavras não explicam: kodoish kodoish kodoish adonai tsebayoth.
‘Cuidemos das sementes, elas são nosso patrimônio cultural, histórico e alimentar. Elas são nossas. Tornemo-as orgânicas, ricas em nutrientes, adaptadas e aclimatadas naturalmente ao nosso ambiente.
Pratiquemos a cultura da vida. Esse direito nunca esteve tanto em nossas mãos. Mãos que escolhem as sementes, mãos que trocam e presenteiam as sementes, mãos que germinam as sementes, mãos que cuidam dos brotos e preparam deliciosos alimentos que nutrem e curam o corpo e o espírito’.
Da mesma forma, cuidemos de nossas vidas, elas são nossas e estão sempre prontas para carunchar, embolorar ou vibrar no amor, na evolução e na paz!
Pratiquemos o acordar de nossas sementes, a germinação, o florescer desta nova era!
'Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem sementes, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento'. Gênesis, 1,29. Considero este texto super metafórico, porque nós também somos sementes e deixamos sementes...
'Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente'. Deuteronômio, 30, 19.
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Um convite: Em Figueira 2 fica o Setor Sementes, um banco de armazenagem, conservação e multilicação de sementes nativas (crioulas) do Brasil e algumas doações internacionais. Este setor está super carente de voluntários para nele trabalharem por algumas horas, dias ou mesmo num ritmo.
Para quem já é inscrito em Figueira, basta agendar uma ida a F2 e comparecer. Para quem ainda não conhece este Monastério e tiver interesse, basta buscar maiores informações.
Estive recentemente (julho 2011) no Monastério do Trigueirinho em Figueira (MG), engajada em trabalhar com as sementes e os jardins de F2 (área de Figueira).
Levei um par de livros para ler durante esta jornada e, me marcou a apresentação do Dr. Alberto Gonzalez do livro Brotos**, não só pela abordagem que ele fez, mas pela coincidência do momento e local onde me encontrava.Estávamos em uma manhã, seis mulheres classificando uma safra de sementes crioulas (nativas), de uma leguminosa conhecida como ‘feijão amendoim’ (porque parece mesmo) entre sementes para armazenar (na câmara frigorífica para futuro plantio), sementes para consumo e sementes para descarte (muito danificadas).
Uma boa parte das sementes estava 'carunchada' e uma pessoa me perguntou: de onde surgem estes carunchos? Respondi: o cerne do caruncho (ou fungo) está todo o tempo dentro da semente. Basta que hajam condições para que eles se desenvolvam e ganhem força (nutrição e multiplicação) e assim destruam a semente e toda a sua capacidade também original de germinar e propagar a espécie.
No início tudo pode estar em equilíbrio, ainda que este início possa ser de pequena, média ou longa duração. Mas são as condições oferecidas (existentes) que irão determinar para que polaridade o futuro seguirá. Algumas vezes as condições são muito favoráveis à perpetuação da espécie, outras vezes nem tanto ou quase zero.
As sementes são exatamente como nós humanos, dentro de nós já temos tudo: a paz, o amor, a misericórdia, a alegria, a fé, a compaixão, a empatia, o perdão, a harmonia, o silêncio, a oração. Basta que surja uma oportunidade e muitos de nós prontamente respondemos com este manancial de sentimentos e ações do bem. Mas também temos dentro de nós o cerne do medo, do ciúmes, do egoísmo, do desamor, da falta de fé (ansiedade), dos 7 pecados capitais e assim por diante.
Qual a qualidade vibracional que alimentamos, nutrimos e permitimos que se desenvolva, cresça, se multiplique e finalmente nos contagie e nos faça transbordar? A qual aspecto doamos nosso tempo, atenção, ação?
Segundo o Dr. Alberto ‘as sementes e sua trajetória na direção da vida ou da morte são uma metáfora do dilema que vive a humanidade. Elas contém em si o arquétipo da vida. Por essa razão são citadas em forma simbólica na doutrina das mais diversas religiões’.
Concordo com ele que ‘as sementes são portadoras de vida, são a esperança de prosperidade, são alimento e entendimento ao mesmo tempo’. Assim são nossas crianças, nossos anseios, nossos projetos e nós mesmos...
‘Jesus nos trouxe muitas imagens do mundo espiritual através das sementes, como quando compara o poder do pensamento humano à minúscula semente de carvalho, que, sendo do tamanho de uma mostarda, pode se transformar naquela gigantesca árvore; ou quando conta a parábola do plantio e da colheita, estabelecendo a relação entre causa e efeito: se plantarmos hoje a boa semente, amanhã colheremos saúde, amor, abundância e paz’.
E, uma semente que não recebe água, solo, calor e luz (nas dosagens adequadas de cada momento: estocagem ou germinação) perde seu poder germinativo, perde sua razão de ser.
Da mesma forma, um ser humano que não recebe (ou não se permite) estas mesmas formas de nutrição da existência, também perde seu poder de expansão espiritual, perde sua razão de ser e de existir na luz...
‘As sementes querem se multiplicar, se espalhar, gerar fartura e alegria na família humana. Têm uma ânsia contida de germinar após o beijo da água, trazer o verde e anunciar bonança e prosperidade para cidades, aldeias e ecovilas. As sementes serão novamente moeda de troca, subvertendo os atuais meios de produção, onde, como nós, vivem escravizadas.
Trigo, quinoa, amaranto, alpiste, lentilha, gergelim, feijão, milho, centeio, cevada, amendoim, mostarda, trevo, alfafa, arroz, grão-de-bico, painço, colza - levantai-vos! Venham em nosso socorro! Estamos cansados e doentes, e vocês carregam dentro de si a origem da vida, a essência da cura! Com seu poder silencioso, guardiãs de uma nova era, permaneceram caladas e agora podem ressurgir, prontas a determinar uma nova ordem colaborativa e um novo consumo consciente’.
Da mesma forma somos Marias, Joãos, Maras, Cleuzas, Carlos, Anas, Paulos e Aparecidas, que nestes 5 dias dentro do Monastério, em oração e silêncio, para pedir e receber, para valorizar e respeitar, percebi como podemos tudo isso e muito mais! Quanta vitalização e criatividade rapidamente nos proporciona uma alimentação em harmonia com o reino vegetal, a gratidão para com a natureza e todos os seus elementais. Tudo isso me gerou, me germinou, me iluminou!
As sementes são nutridoras, reprodutivas, multiplicadoras, amorosas, mantenedoras e curadoras. São delicadas, frágeis e dependentes de nossos cuidados, respeito, atenção. Mas ao mesmo tempo têm a força e o poder da regeneração, da multiplicação. O poder de transformar-se em brotos, seus brotos transformarem-se em verdes hastes, em frutos e alimentos para toda a humanidade.
Haja força e poder: sustentar toda a vida, no e do planeta terra. Mas elas dependem da consciência e da valorização do ser humano, o que a elas não falta...
As sementes estão para a terra assim como para as mãos do homem. Podemos ter nas mãos um punhado de sementes e fazê-las tornar-se um jardim, um pomar, uma horta, um trigal dourado.
Assim somos nós humanos, tão frágeis e vulneráveis, tão medrosos de sairmos da caverna, das zonas de conforto, de germinar, brotar e crescer. Mas ao mesmo tempo somos potencialmente amorosos e poderosos. Quando conseguimos brotar e gerar muitos frutos, perdemos o medo da ‘falta’, nossa fé torna-se incondicional na abundância.
Em Figueira, nossa união me fez e faz chorar, aquele choro que não conseguimos saber de onde vem as lágrimas, mas imagino de uma avalanche de emoções de sustentação do amor incondicional. Sentir coisas que palavras não explicam: kodoish kodoish kodoish adonai tsebayoth.
‘Cuidemos das sementes, elas são nosso patrimônio cultural, histórico e alimentar. Elas são nossas. Tornemo-as orgânicas, ricas em nutrientes, adaptadas e aclimatadas naturalmente ao nosso ambiente.
Pratiquemos a cultura da vida. Esse direito nunca esteve tanto em nossas mãos. Mãos que escolhem as sementes, mãos que trocam e presenteiam as sementes, mãos que germinam as sementes, mãos que cuidam dos brotos e preparam deliciosos alimentos que nutrem e curam o corpo e o espírito’.
Da mesma forma, cuidemos de nossas vidas, elas são nossas e estão sempre prontas para carunchar, embolorar ou vibrar no amor, na evolução e na paz!
Pratiquemos o acordar de nossas sementes, a germinação, o florescer desta nova era!
'Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem sementes, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento'. Gênesis, 1,29. Considero este texto super metafórico, porque nós também somos sementes e deixamos sementes...
'Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas, que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente'. Deuteronômio, 30, 19.
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Um convite: Em Figueira 2 fica o Setor Sementes, um banco de armazenagem, conservação e multilicação de sementes nativas (crioulas) do Brasil e algumas doações internacionais. Este setor está super carente de voluntários para nele trabalharem por algumas horas, dias ou mesmo num ritmo.
Para quem já é inscrito em Figueira, basta agendar uma ida a F2 e comparecer. Para quem ainda não conhece este Monastério e tiver interesse, basta buscar maiores informações.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
A Chave do Perdão
Era um jovem cheio de idéias, um empreendedor. Acreditava que poderia ficar rico e para realizar seu sonho, fez um grande empréstimo. Todavia, à medida que o negócio crescia suas dívidas, também, aumentavam. Não adiantava a esposa dizer que tivesse cuidado com tantas dívidas, ele acreditava que sabia o que estava fazendo! E, realmente, parecia que estava prosperando.
Um dia descobriu que, embora estivesse crescendo, precisava de mais dinheiro. Suas dívidas já eram muito grandes, mas ainda assim, resolveu procurar o homem mais rico da cidade, um poderoso rei, e lhe pediu um empréstimo. Apresentou seus planos, ofereceu como garantia tudo o que possuía, pois tinha certeza de que conseguiria liquidar em pouco tempo aquele débito. Mas as coisas não aconteceram como ele esperava. Muitas coisas deram erradas, sua dívida cresceu além de sua capacidade de pagamento. Já não tinha o mesmo ar confiante. Irritava-se com os filhos frequentemente, não conseguia mais dar atenção à esposa. Esta reclamava que não recebia atenção do marido e os filhos, por sua vez, reclamavam que o pai só andava de mau humor. Perdeu o apetite e o sono. Sua vida estava um caos. Tudo o que pensava era como poderia saldar aquele compromisso. Uma das questões mais sensíveis nos relacionamentos modernos refere-se a finanças: dificuldade financeira uma das principais causas de problemas conjugais.
Um dia, recebeu um mensageiro que o fez ir à presença de seu credor. Suava frio! Diante da exigência do pagamento de sua dívida, ele teve que reconhecer o fracasso de dizer que não tinha como pagar. Nunca se sentira tão mal, pensava. Mas as palavras seguintes do credor foram mais difíceis ainda. Ele ordenou “que fossem vendidos ele, sua mulher, seus filhos, e tudo o que tinha, e que se pagasse a dívida” (Mateus 18:25). Descobriu que esse problema ia afetar toda a família. Somente ele era o responsável por aquela situação e, agora, toda a família experimentaria as conseqüências de seu erro. Ele se humilhou como nunca. Algo aconteceu naquele momento, ele recebeu o perdão de sua dívida! Estava livre daquele tormento dali para frente. Poderia retomar sua jornada ascendente, poderia dar tempo para a família e os negócios com a mesma força e empenho de outros tempos, quando ainda não tinha uma dívida absurda para administrar.
Estava radiante. Contava os minutos para chegar a casa e relatar para a sua esposa as boas novas. Todavia, ainda no caminho, não soube lidar com a liberdade que o perdão lhe proporcionara. Encontrou alguém que lhe devia alguns poucos reais. Ao invés de oferecer-lhe o mesmo perdão que experimentara, agiu com extrema dureza e arrogância, chegando mesmo a sufocar a pessoa com as mãos, tamanha era a ira com aquele homem que estava demorando em saldar o compromisso firmado.
Como a pessoa não tinha como pagar, o jovem lançou-o na prisão, com a condição de que deveria permanecer lá até que pagasse o montante devido. Finalmente chegou ao lar. A boa notícia do perdão ficou sufocada pelo desgosto daquele desagradável encontro.
Algumas pessoas que presenciaram a cena reclamaram ao rei da severidade com que o jovem tratara alguém que tinha uma dívida tremendamente menor do que aquela que o rei lhe perdoara. Novamente o rei o chama. Desta vez ele vai cheio de si, sem imaginar o que lhe reservava.
Ouve duras palavras e, por seu comportamento, o rei revoga o perdão e o leva à prisão, deixando a família desguarnecida de sua presença (Leia o relato em Mateus 18:23-35). Embora o foco de Cristo nesta parábola seja o perdão, ela também ilustra uma grande verdade: nossos atos influem na dinâmica familiar. Não é possível entendê-la sem compreender a vastidão dos contextos que podem influir na ordem familiar. Nesse caso, o problema econômico gerou uma desagregação familiar, primeiro quase escravizando todos os membros da família depois, gerando uma separação. E isso acontece ainda hoje. Claro que não só as dívidas, mas a perda da saúde de um dos membros, o luto, a interferência de parentes, a insegurança, o acesso à educação e oportunidades de emprego e renda, a cultura, a religião, etc., podem interferir na dinâmica familiar, positiva ou negativamente.
Mas diante de todos esses problemas, o perdão é o elemento chave na regulação dos relacionamentos. O perdão viabiliza nossos relacionamentos imperfeitos, em um mundo imperfeito, em meio a circunstâncias imperfeitas. Precisamos constantemente de libertação e reconciliação.
De fato, precisamos de perdão em cada momento de nossa vida, mas precisamos muito mais conceder perdão às pessoas que nos causam mágoas. É ele que nos permite avançar, sem estarmos presos àquelas situações que nos magoaram. Um pai que abandonou um filho, um esposo, um amigo, etc., pessoas importantes para nós, das quais jamais esperamos certos comportamentos. Quando estes traem nossas expectativas surge a mágoa, e ela passa a estar presente em nossa vida. Há pessoas que, apesar de decorrido muito tempo, ainda sentem a dor emocional no mesmo nível de quando o problema ocorreu.
Nos últimos anos tem crescido o número de psicólogos e profissionais da saúde que têm reconhecido a importância do perdão para a saúde emocional e física. De tema religioso passou também a ser tratado como uma questão de saúde. Um estudo realizado pelo Centro Médico da Universidade Duke demonstrou que indivíduos com problemas crônicos nas costas sentem menos dores quando conseguem perdoar as pessoas que as magoaram, além de experimentarem menos problemas psicológicos, como o ódio e depressão, que aqueles que não perdoaram. Um outro estudo da Universidade Estadual de Idaho, ligou o perdão a uma baixa na pressão sanguínea e no nível de cortisol (resultante de uma resposta do corpo ao estresse e enfraquecimento do sistema imunológico) a partir de um grupo de 98 pessoas de camada social e econômica média e baixa e que buscou ser o mais heterogêneo possível em termos raciais.
"O perdão é um recurso psicológico e social que regula as relações humanas." (John Berecz). Não perdoar é manter o papel de vítima, que não permite o crescimento. É manter a raiva, mágoa, o rancor, pois mantém uma situação do passado, que influencia o presente e compromete não só o futuro, mas as relações de maneira geral, fazendo com que os laços afetivos que os une enfraqueçam. Geralmente as pessoas com dificuldade de pedir perdão ou perdoar, tendem a ser rígidas, inflexíveis, críticas com o outro e, principalmente, consigo mesmas. É o perdão que permite que um casamento e que uma amizade tenham continuidade depois de um conflito, ou que as relações de trabalho sobrevivam em meio aos desentendimentos que costumam ocorrer em ambiente profissional.
Jesus nos traz algumas lições práticas para entendermos o perdão:
1) Quem não compreende a dimensão do perdão que Deus concede, nunca aprenderá a perdoar.
2) O que de graça recebemos de graça devemos conceder! A chave para o verdadeiro perdão é deixar de focalizar o que os outros nos fizeram, e começar então a olhar para aquilo que Deus fez e faz por nós.
3) Quem perdoa coloca as pessoas em primeiro lugar. É preciso diferenciá-las das coisas ou de suas ações. Os relacionamentos devem estar em primeiro lugar. Não é porque seu filho fez algo que você não gostou que ele não pode mais ser amado! É justamente aí que ele mais precisa do seu amor, até mesmo para dizer que ele deverá assumir as conseqüências de suas decisões equivocadas.
4) Quem não oferece o perdão torna-se vítima do próprio ódio. Quando não perdoamos, por mais prejuízos que possamos ter, o maior deles é viver mal consigo mesmo e com seus sentimentos. Pior ainda é alguém lhe pedir perdão e por orgulho ou superioridade você negar. Seja humilde, releve. Mas depois que perdoou, olhe para frente sem ficar remoendo o que aconteceu ou voltando ao assunto na primeira discussão.
5) As pessoas que nos amam sofrem quando não conseguimos perdoar, mesmo que não estejam envolvidas na situação. A fragilidade da saúde, o distanciamento, os maus sentimentos cultivados por quem vive preso a uma mágoa causa danos a quem compartilha a vida conosco.
6) O perdão tem seu preço. Quando o rei perdoou o servo, ele abdicou de uma grande soma em dinheiro. Todo perdão exige que alguém tome sobre si algum tipo de prejuízo.
7) O perdão não livra automaticamente das conseqüências. Embora o servo tenha sido perdoado, isso não significa que ele pudesse agir de qualquer modo, nem que o rei voltaria a ser credor novamente. Uma coisa é o perdão, aquele sentimento de estar livre da mágoa que alguém lhe causou, outra é o nível de reconciliação que se permitirá, ou não.
Se eu não posso mudar o que aconteceu...
O perdão exige mudança de atitude. É preciso reformular, ver algo sob uma nova luz. Enquanto continuarmos presos às magoas que nos causam, jamais seremos capazes de superá-las. A parábola que Jesus contou fornece-nos algumas pistas pelas quais trilhar se desejamos experimentar o perdão libertador:
Saiba exatamente como você se sente sobre o que ocorreu para ser capaz de expressar o que há de errado na situação. Havia uma dívida, este era um fato. O problema é que o servo do rei tomou a pequena dívida em termos pessoais a ponto de agir com extrema ira com o seu devedor, esquecendo-se do perdão maior que recebera há pouco.
Comprometa consigo mesmo a fazer o que for preciso para se sentir melhor. O homem achava que se sentiria melhor colocando o devedor na cadeia, fazendo-o sofrer. A vingança não é capaz de produzir alívio. O perdão deve encontrar espaço porque é importante para você.
Entenda seu objetivo. Perdoar não significa necessariamente reconciliar-se com a pessoa que o perturbou, nem se tornar cúmplice dela. O rei ao perdoar o servo não disse que continuaria sendo credor do mesmo.
Tenha uma perspectiva correta dos acontecimentos. Reconheça seus sentimentos, foque-os no problema e não nas pessoas. Ao lançar o devedor na cadeia, este ficaria impossibilitado de trabalhar e, portanto, de saldar a dívida. O devedor ficaria preso e o credor continuaria preso aos maus sentimentos que nutria por conta da dívida.
Quando você se sentir aflito, aprenda a controlar o estresse. Focalize em Jesus, Ele perdoou você muito mais do que qualquer mágoa que alguém lhe tenha causado, a ponto de entregar-Se à morte de cruz por você.
Não espere dos outros, coisas ou ações que elas não escolheram ou não podem dar a você. Lembre a si mesmo que você pode esperar saúde, amizade e prosperidade e se esforçar para consegui-los. Porém você sofrerá se exigir que essas coisas aconteçam quando você não tem o poder de fazê-las acontecer. O devedor não tinha como pagar seu débito. Ao invés de focar no perdão recebido há pouco, o homem deixou que sentimentos de ira e avareza dominassem sua vida.
Ao invés de escrever a história de suas mágoas, comece reeditando sua vida a partir da experiência libertadora do perdão. Alguém me feriu, mas pelo amor de Deus, pelo meu amor a mim e pelo amor aos outros, no poder daquele que é Amor, você será capaz de perdoar. Um bom caminho é começar orando a cada dia para que Deus lhe dê poder para perdoar o seu ofensor.
É claro que em algum momento alguém já lhe machucou. Talvez você ainda não tenha conseguido superar tal situação. O que Jesus ensina por meio desta parábola não é somente que você deve perdoar, mas que Ele lhe dará forças para isso. O Seu perdão deve ser o ponto de partida para que finalmente você tenha essa experiência libertadora em sua vida. Seus relacionamentos agradecerão!
“Ao causar um dano ao seu inimigo, você se torna inferior a ele; ao se vingar dele, você se iguala a ele; ao perdoá-lo, você se torna superior a ele.” Benjamin Franklin.
Pr. Willian Oliveira
Um dia descobriu que, embora estivesse crescendo, precisava de mais dinheiro. Suas dívidas já eram muito grandes, mas ainda assim, resolveu procurar o homem mais rico da cidade, um poderoso rei, e lhe pediu um empréstimo. Apresentou seus planos, ofereceu como garantia tudo o que possuía, pois tinha certeza de que conseguiria liquidar em pouco tempo aquele débito. Mas as coisas não aconteceram como ele esperava. Muitas coisas deram erradas, sua dívida cresceu além de sua capacidade de pagamento. Já não tinha o mesmo ar confiante. Irritava-se com os filhos frequentemente, não conseguia mais dar atenção à esposa. Esta reclamava que não recebia atenção do marido e os filhos, por sua vez, reclamavam que o pai só andava de mau humor. Perdeu o apetite e o sono. Sua vida estava um caos. Tudo o que pensava era como poderia saldar aquele compromisso. Uma das questões mais sensíveis nos relacionamentos modernos refere-se a finanças: dificuldade financeira uma das principais causas de problemas conjugais.
Um dia, recebeu um mensageiro que o fez ir à presença de seu credor. Suava frio! Diante da exigência do pagamento de sua dívida, ele teve que reconhecer o fracasso de dizer que não tinha como pagar. Nunca se sentira tão mal, pensava. Mas as palavras seguintes do credor foram mais difíceis ainda. Ele ordenou “que fossem vendidos ele, sua mulher, seus filhos, e tudo o que tinha, e que se pagasse a dívida” (Mateus 18:25). Descobriu que esse problema ia afetar toda a família. Somente ele era o responsável por aquela situação e, agora, toda a família experimentaria as conseqüências de seu erro. Ele se humilhou como nunca. Algo aconteceu naquele momento, ele recebeu o perdão de sua dívida! Estava livre daquele tormento dali para frente. Poderia retomar sua jornada ascendente, poderia dar tempo para a família e os negócios com a mesma força e empenho de outros tempos, quando ainda não tinha uma dívida absurda para administrar.
Estava radiante. Contava os minutos para chegar a casa e relatar para a sua esposa as boas novas. Todavia, ainda no caminho, não soube lidar com a liberdade que o perdão lhe proporcionara. Encontrou alguém que lhe devia alguns poucos reais. Ao invés de oferecer-lhe o mesmo perdão que experimentara, agiu com extrema dureza e arrogância, chegando mesmo a sufocar a pessoa com as mãos, tamanha era a ira com aquele homem que estava demorando em saldar o compromisso firmado.
Como a pessoa não tinha como pagar, o jovem lançou-o na prisão, com a condição de que deveria permanecer lá até que pagasse o montante devido. Finalmente chegou ao lar. A boa notícia do perdão ficou sufocada pelo desgosto daquele desagradável encontro.
Algumas pessoas que presenciaram a cena reclamaram ao rei da severidade com que o jovem tratara alguém que tinha uma dívida tremendamente menor do que aquela que o rei lhe perdoara. Novamente o rei o chama. Desta vez ele vai cheio de si, sem imaginar o que lhe reservava.
Ouve duras palavras e, por seu comportamento, o rei revoga o perdão e o leva à prisão, deixando a família desguarnecida de sua presença (Leia o relato em Mateus 18:23-35). Embora o foco de Cristo nesta parábola seja o perdão, ela também ilustra uma grande verdade: nossos atos influem na dinâmica familiar. Não é possível entendê-la sem compreender a vastidão dos contextos que podem influir na ordem familiar. Nesse caso, o problema econômico gerou uma desagregação familiar, primeiro quase escravizando todos os membros da família depois, gerando uma separação. E isso acontece ainda hoje. Claro que não só as dívidas, mas a perda da saúde de um dos membros, o luto, a interferência de parentes, a insegurança, o acesso à educação e oportunidades de emprego e renda, a cultura, a religião, etc., podem interferir na dinâmica familiar, positiva ou negativamente.
Mas diante de todos esses problemas, o perdão é o elemento chave na regulação dos relacionamentos. O perdão viabiliza nossos relacionamentos imperfeitos, em um mundo imperfeito, em meio a circunstâncias imperfeitas. Precisamos constantemente de libertação e reconciliação.
De fato, precisamos de perdão em cada momento de nossa vida, mas precisamos muito mais conceder perdão às pessoas que nos causam mágoas. É ele que nos permite avançar, sem estarmos presos àquelas situações que nos magoaram. Um pai que abandonou um filho, um esposo, um amigo, etc., pessoas importantes para nós, das quais jamais esperamos certos comportamentos. Quando estes traem nossas expectativas surge a mágoa, e ela passa a estar presente em nossa vida. Há pessoas que, apesar de decorrido muito tempo, ainda sentem a dor emocional no mesmo nível de quando o problema ocorreu.
Nos últimos anos tem crescido o número de psicólogos e profissionais da saúde que têm reconhecido a importância do perdão para a saúde emocional e física. De tema religioso passou também a ser tratado como uma questão de saúde. Um estudo realizado pelo Centro Médico da Universidade Duke demonstrou que indivíduos com problemas crônicos nas costas sentem menos dores quando conseguem perdoar as pessoas que as magoaram, além de experimentarem menos problemas psicológicos, como o ódio e depressão, que aqueles que não perdoaram. Um outro estudo da Universidade Estadual de Idaho, ligou o perdão a uma baixa na pressão sanguínea e no nível de cortisol (resultante de uma resposta do corpo ao estresse e enfraquecimento do sistema imunológico) a partir de um grupo de 98 pessoas de camada social e econômica média e baixa e que buscou ser o mais heterogêneo possível em termos raciais.
"O perdão é um recurso psicológico e social que regula as relações humanas." (John Berecz). Não perdoar é manter o papel de vítima, que não permite o crescimento. É manter a raiva, mágoa, o rancor, pois mantém uma situação do passado, que influencia o presente e compromete não só o futuro, mas as relações de maneira geral, fazendo com que os laços afetivos que os une enfraqueçam. Geralmente as pessoas com dificuldade de pedir perdão ou perdoar, tendem a ser rígidas, inflexíveis, críticas com o outro e, principalmente, consigo mesmas. É o perdão que permite que um casamento e que uma amizade tenham continuidade depois de um conflito, ou que as relações de trabalho sobrevivam em meio aos desentendimentos que costumam ocorrer em ambiente profissional.
Jesus nos traz algumas lições práticas para entendermos o perdão:
1) Quem não compreende a dimensão do perdão que Deus concede, nunca aprenderá a perdoar.
2) O que de graça recebemos de graça devemos conceder! A chave para o verdadeiro perdão é deixar de focalizar o que os outros nos fizeram, e começar então a olhar para aquilo que Deus fez e faz por nós.
3) Quem perdoa coloca as pessoas em primeiro lugar. É preciso diferenciá-las das coisas ou de suas ações. Os relacionamentos devem estar em primeiro lugar. Não é porque seu filho fez algo que você não gostou que ele não pode mais ser amado! É justamente aí que ele mais precisa do seu amor, até mesmo para dizer que ele deverá assumir as conseqüências de suas decisões equivocadas.
4) Quem não oferece o perdão torna-se vítima do próprio ódio. Quando não perdoamos, por mais prejuízos que possamos ter, o maior deles é viver mal consigo mesmo e com seus sentimentos. Pior ainda é alguém lhe pedir perdão e por orgulho ou superioridade você negar. Seja humilde, releve. Mas depois que perdoou, olhe para frente sem ficar remoendo o que aconteceu ou voltando ao assunto na primeira discussão.
5) As pessoas que nos amam sofrem quando não conseguimos perdoar, mesmo que não estejam envolvidas na situação. A fragilidade da saúde, o distanciamento, os maus sentimentos cultivados por quem vive preso a uma mágoa causa danos a quem compartilha a vida conosco.
6) O perdão tem seu preço. Quando o rei perdoou o servo, ele abdicou de uma grande soma em dinheiro. Todo perdão exige que alguém tome sobre si algum tipo de prejuízo.
7) O perdão não livra automaticamente das conseqüências. Embora o servo tenha sido perdoado, isso não significa que ele pudesse agir de qualquer modo, nem que o rei voltaria a ser credor novamente. Uma coisa é o perdão, aquele sentimento de estar livre da mágoa que alguém lhe causou, outra é o nível de reconciliação que se permitirá, ou não.
Se eu não posso mudar o que aconteceu...
O perdão exige mudança de atitude. É preciso reformular, ver algo sob uma nova luz. Enquanto continuarmos presos às magoas que nos causam, jamais seremos capazes de superá-las. A parábola que Jesus contou fornece-nos algumas pistas pelas quais trilhar se desejamos experimentar o perdão libertador:
Saiba exatamente como você se sente sobre o que ocorreu para ser capaz de expressar o que há de errado na situação. Havia uma dívida, este era um fato. O problema é que o servo do rei tomou a pequena dívida em termos pessoais a ponto de agir com extrema ira com o seu devedor, esquecendo-se do perdão maior que recebera há pouco.
Comprometa consigo mesmo a fazer o que for preciso para se sentir melhor. O homem achava que se sentiria melhor colocando o devedor na cadeia, fazendo-o sofrer. A vingança não é capaz de produzir alívio. O perdão deve encontrar espaço porque é importante para você.
Entenda seu objetivo. Perdoar não significa necessariamente reconciliar-se com a pessoa que o perturbou, nem se tornar cúmplice dela. O rei ao perdoar o servo não disse que continuaria sendo credor do mesmo.
Tenha uma perspectiva correta dos acontecimentos. Reconheça seus sentimentos, foque-os no problema e não nas pessoas. Ao lançar o devedor na cadeia, este ficaria impossibilitado de trabalhar e, portanto, de saldar a dívida. O devedor ficaria preso e o credor continuaria preso aos maus sentimentos que nutria por conta da dívida.
Quando você se sentir aflito, aprenda a controlar o estresse. Focalize em Jesus, Ele perdoou você muito mais do que qualquer mágoa que alguém lhe tenha causado, a ponto de entregar-Se à morte de cruz por você.
Não espere dos outros, coisas ou ações que elas não escolheram ou não podem dar a você. Lembre a si mesmo que você pode esperar saúde, amizade e prosperidade e se esforçar para consegui-los. Porém você sofrerá se exigir que essas coisas aconteçam quando você não tem o poder de fazê-las acontecer. O devedor não tinha como pagar seu débito. Ao invés de focar no perdão recebido há pouco, o homem deixou que sentimentos de ira e avareza dominassem sua vida.
Ao invés de escrever a história de suas mágoas, comece reeditando sua vida a partir da experiência libertadora do perdão. Alguém me feriu, mas pelo amor de Deus, pelo meu amor a mim e pelo amor aos outros, no poder daquele que é Amor, você será capaz de perdoar. Um bom caminho é começar orando a cada dia para que Deus lhe dê poder para perdoar o seu ofensor.
É claro que em algum momento alguém já lhe machucou. Talvez você ainda não tenha conseguido superar tal situação. O que Jesus ensina por meio desta parábola não é somente que você deve perdoar, mas que Ele lhe dará forças para isso. O Seu perdão deve ser o ponto de partida para que finalmente você tenha essa experiência libertadora em sua vida. Seus relacionamentos agradecerão!
“Ao causar um dano ao seu inimigo, você se torna inferior a ele; ao se vingar dele, você se iguala a ele; ao perdoá-lo, você se torna superior a ele.” Benjamin Franklin.
Pr. Willian Oliveira
A Arte de Permanecer Casado
É provável que tenhamos nos aproximado do casamento com uma idéia limitada, sem saber bem em que negócio estávamos nos metendo.
Talvez você tenha cogitado, como muitos de nós, algumas dessas razões para levar adiante o projeto do casamento:
Preciso me casar, quero ficar livre dos meus pais. Quero ter a minha própria vida!
Sou jovem e saudável, meus hormônios estão à ‘flor da pele’, se não me casar, ...!
Preciso ter alguém que cuide de mim, que me ame, essa vida solitária é sem graça!..
Somos práticos, e procuramos razões que justifiquem nossas decisões. Não importam quais tenham sido os motivos iniciais que o levaram a assumir esse compromisso tão sério, quero lhe dizer que você entrou no melhor empreendimento da sua vida. Mesmo que não tenha vislumbrado plenamente essa idéia desde o começo, o casamento na vida do ser humano é a maior de todas as oportunidades de ser feliz.
Muitos, vendo alguns resultados práticos da vida a dois, reconhecem:
Só depois que me casei consegui organizar minhas finanças.
Vivendo a dois, a gente evita muitos exageros.
No casamento um cuida do outro. E assim, a gente é mais feliz.
Porém, na prática, talvez você hoje esteja meio desanimado com os problemas decorrentes da vida conjugal... parece que são tantos conflitos... mil disputas, que nos “obrigam” a lançar mão de estratégias de guerra para “sobrevivermos”.
Mas o casamento é muito mais do que isso! Quero convidá-lo a contemplar o que acontece nos bastidores dessas cenas que, nem sempre lhe trazem tanta satisfação, alegria e contentamento, como você pretendia. É que, por trás das “instabilidades do mercado”, existe uma grande possibilidade de desfrutar o que há de melhor na vida. O mercado de ações diz que, quanto mais arriscado o negócio, mais lucrativo ele pode ser.
Então, vamos analisar mais profundamente nosso “negócio”?!
Propósito original do casamento
Deus existe em comunidade; Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo; e é desse círculo perfeito que procedem o poder Criador, a harmonia plena, o amor verdadeiro, o livre arbítrio, o companheirismo...
Ao estabelecer a família no contexto do primeiro casal, Deus formava um núcleo para a preservação e cultivo dessas características, o ambiente ideal para o exercício dos atributos da comunidade celestial: amor, harmonia, companheirismo, codependência. ... Vivendo dessa maneira, o homem fortaleceria a imagem de Deus, à qual fora criado, desenvolvendo-se e ampliando suas potencialidades. A natureza se manteria cercada da proteção e cuidados divinos, preservada dos possíveis desgastes do tempo. Enquanto a família humana estivesse em comunhão com o Altíssimo, o globo terrestre estava garantido contra os efeitos da lei da entropia, reinantes hoje.
Como tudo isso acabou?
A família estabelecida no Éden seria, portanto, o núcleo mais nobre e sagrado da presença de Deus, irradiando o amor divino.
Esta verdade fica mais evidente, ao se perceber que, quando se afastaram um do outro, Adão e Eva tornaram-se vulneráveis. Tendo caído em pecado, toda a natureza sofreu os impactos dessa perda: espinhos e cardos se formaram, os animais tornaram-se hostis uns aos outros. Lamentavelmente com o afastamento de Deus e do Seu propósito original para a família, toda a humanidade foi afetada. Afirma-se que “no murchar da flor e no cair da folha, os primeiros sinais da decadência, Adão e sua companheira choraram mais profundamente do que os homens hoje fazem pelos seus mortos.”
Estaria tudo perdido definitivamente?
As promessas de Deus foram apresentadas imediatamente. Após a queda, o homem despojado das características divinas estava agora subordinado ao mal, sendo então governado pelos impulsos carnais que brotavam de dentro de si. Deus então se pronuncia: ”Porei inimizade entre ti (a serpente) e a mulher (família humana)” (Genesis 3:15).
É Deus quem vem em socorro do homem. Intervém na seqüência natural dos fatos “certamente morrerás” (Genesis 2:17) e oferece-lhe a oportunidade de voltar ao plano original. É Deus criando mecanismos que oportunizam à família caída o restabelecimento dos valores divinos no coração humano.
Assim como originalmente a comunhão de nossos primeiros pais com Deus, quando ainda no Éden, era o meio pelo qual fluíam as bênçãos divinas para todas as criaturas e a criação, a união conjugal e familiar, hoje, é a única forma de fazer convergir para o Planeta Terra os raios do Sol da Justiça que expulsam do coração humano as trevas do mal.
É no aprendizado da abnegação, do desprendimento, da paciência oportunizados pelo relacionamento conjugal e familiar, que as virtudes divinas desabrocharão em nossa vida. Unicamente em um convívio tão próximo e íntimo como o da família, onde fica evidente nossa vulnerabilidade e claramente expostas nossas fragilidades, é que podemos ser edificados por Deus e restaurados a Sua imagem e semelhança.
O casamento é, portanto, o meio eficaz usado por Deus, a fim de despertar o homem para a necessidade de ter em si os atributos do céu. É na administração das necessidades da família, na busca do bem-estar do outro, no respeito pela sua personalidade, na resolução dos conflitos,... que vemos falidas as habilidades humanas, que vemos fracassar nossos esforços de exercer domínio próprio, de respeitar o outro, de amar verdadeiramente... É na família que nos chocamos com a maldade de nossos pensamentos e a crueldade e obstinação de nossos atos. Nosso eu é dominador, controlador da vontade do outro, impostor de nosso querer...
E só então, ante a frustração e a infelicidade, ante a sensação de se estar só é que podemos despertar. É no contexto de um lar fracassado que reconhecemos a necessidade de mudanças radicais em nosso ser, uma transformação tal onde o altruísmo faça morrer nosso próprio “eu”, sacrifício para o qual não temos forças, mas de que precisamos a fim de permanecermos casados.
Só quando nos sentirmos fracassados em nossas tentativas de melhora, quando nos percebemos perdidos em nossos esforços é que estaremos abertos para reconhecer a disponibilidade desse Pai que ama Seus filhos. Deus arregimenta os exércitos dos céus para socorrer àqueles que clamam por Seu auxílio.
Agora salta diante de nossos olhos que, além de a união conjugal oferecer a segurança de companhia, de não se estar só nas caladas da noite, na velhice, de ter alguém que cuide, que seja solidário, expectativas muitas vezes frustradas... a vida a dois é o meio usado por Deus para levar-nos a identificar que os artifícios humanos usados com bom resultado em relacionamentos profissionais: domínio, tirar proveito da autoridade, persuasão, habilidades de argumentação, que aparentemente funcionam bem no trabalho e na vida social, são completamente ineficientes para sustentar um relacionamento profundo e verdadeiro como é o casamento.
O que nos resta então? O amor existe? Como permanecer casado?
A restauração
Os dividendos de alegria, compreensão, contentamento, solidariedade e companheirismo que nos levaram diante do altar na busca do amor verdadeiro, podem tornar-se realidade em nossa vida unicamente quando, esgotados em nossos esforços, decidimos buscar o amor em sua fonte genuína – Deus.
É na busca de um relacionamento pessoal e profundo com Deus (I João 4:7 e 8), deixando morrer nosso insaciável “eu” (Mateus 16:24), é que estaremos nascendo para as características divinas em nosso ser.
Só amor pode gerar amor. Só Deus presente em nosso coração, pode fazer brotar dentro de nós o amor, nos seus mais variados matizes: alegria, paz, paciência amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5:22 e 23 NVI). Só a comunhão íntima com o Criador, poderá tornar a nossa vida e nosso relacionamento conjugal um santuário de santificação (João 4:13 e 14), abrindo-nos, assim, as portas do céu. A eternidade se descortinará a todo aquele que, ante a impotência dos esforços humanos para restaurar a família, busca nAquele que a instituiu, os segredos da arte de permanecer casado.
Sapato Encantado
Quantas mulheres não sonharam com um príncipe encantado, trazendo aquele sapatinho de cristal que era perfeito? E quantos homens não sonharam com uma linda princesa, entrando em sua festa e se apaixonando perdidamente por eles.
Assim sendo, vou tentar fazer uma alegoria e comparar o casamento com um sapato.
Ali estão moças e rapazes, todos bem cheirosinhos, penteadinhos, as simpáticas garotas desfilando com lindas roupas. Você já reparou que geralmente nas vitrines só tem um pé de calçado? Na época da paquera a gente não coloca as unhas de fora. Todos tentam mostrar só um lado, e sem dúvidas, o lado bom.
Mas alguns não se consideram sapatos de valor, não se colocam numa vitrine, não se valorizam. Ficam expostos em bancas e acham que podem ser calçados, apalpados por quantos quiserem, e deixados de lado sem nenhum compromisso.
E falando em compromisso, penso que o namoro deve ser o momento que a gente entra na loja e vai experimentar o sapato. Veja, você pode calçar o sapato, mas não pode pisar no chão, tem de andar em cima do tapete pra ele não sujar, não pode correr com ele, ou sair na chuva. Você só pode usá-lo, depois de pagar o seu preço. Muitos, hoje, acham que não há nada de mal em FICAR com um sapato que ainda não é seu. E no que implica essa expressão: FICAR?
Queridos jovens, a qualidade do seu futuro casamento, a profundidade do relacionamento de seu futuro lar depende dos elos de confiança formados durante o namoro. Algumas pesquisas mostram que os casamentos em que se preservou a intimidade física, são aqueles que possuem elos de cumplicidade, que conseguem resistir às crises e se mantém em crescimento e gratificação com o passar dos anos.
Na realidade eu não acredito que casar seja tão fácil como comprar um par de sapatos, porque o casamento, no plano de Deus, não deve ser um objeto descartável que ao começar a dar calo, você encosta e troca por outro. O casamento, no plano de Deus, é uma aliança para a vida toda.
Por isso, a escolha do seu parceiro, de sua parceira, deve ser feita com muita oração. Alias, penso que neste assunto, nós devemos permitir que Deus nos ajude a escolher, pois nosso coração é enganoso, e nós não podemos conhecer o outro profundamente. SÓ DEUS pode!
No entanto, mesmo coma ajuda de Deus, continuamos alimentando expectativas em relação ao casamento.
Sempre pensamos em:
Alguém que supra as nossas necessidades.
Alguém que nos ajude a conquistar nossos ideais e sonhos.
Alguém que nos proteja e nos motive quando estamos desanimados.
Alguém que nos traga um desjejum na cama.
Alguém que invista o dinheiro em nós.
Alguém que ache tudo que fazemos lindo, maravilhoso.
Alguém que nos ache bonita e especial.
Alguém que, sem despesas com empregada, nos livre de recolher roupas sujas, levar o lixo pra fora, lavar a louça cheia de gordura, etc, etc, etc.
As expectativas nos fazem pensar que teremos aquele sapato confortável, macio, lindo e moderno. Acho que os rapazes pensam no casamento como um lindo par de tênis Nike, ou Reebok, daqueles que não têm nem cadarço. Você coloca, gira um botão e está calçado.
As moças, talvez, pensem num scarpin daqueles que você se sente nas nuvens.
E por mais que todos digam que casamento tem seus problemas, a verdade é que todos nós desenvolvemos expectativas, sonhos, às vezes, grandes ilusões e até fantasias em relação à vida conjugal.
Os anos vão passando e você percebe que ninguém se preocupa com suas necessidades.
- Às vezes, o homem pensa que não pode realizar seus sonhos porque tem uma família para sustentar e filhos para criar. Por outro lado, a mulher se sente em segundo plano, porque entende que deve estar na sobra dos sonhos do seu marido.
- Nada do que você faz é apreciado.
- A vizinha da esquina parece ser bem mais bonita do que você.
- E por mais que você queira escapar, sempre tem uma pia com louças lhe esperando, em vários momentos do dia.
Depois de alguns anos você olha para aquele par de sapatos, e percebe que ao invés de um tênis, ou um scarpin, você tem um coturno, lhe empacando de andar. E alguns quando se dão conta que têm esse coturno, aí é que relaxam. Nem pra passar uma graxinha. Deixam seu casamento de qualquer jeito. Vão como dizem: empurrando com a barriga!
Você olha para a pessoa que está ao seu lado e pensa: onde eu estava com a cabeça. Esta pessoa não tem nada a ver comigo. É o meu avesso. E pior ainda, como você orou e pediu a Deus que o ajudasse a escolher, então cobra dEle. Mas Senhor, eu não Lhe pedi uma pessoa que pudesse me ajudar e como é que o Senhor me apronta uma dessas. Eu confiei e agora?
Talvez alguns estejam vivendo momentos de crise e perguntam: Você que eu continue com esse terrível coturno?
Primeiramente, precisamos olhar o casamento de forma diferente. Ele não é um “coturno”, mas sim, um presente maravilhoso instituído por Deus, especialmente para você.
Sim, esse sapato é uma bota ortopédica, desenhada pelo melhor Ortopedista do Universo. Um Ortopedista que conhece muito bem os seus defeitos, sabe que não é fácil corrigi-los. E sabe, também, que com esses defeitos você está PERDIDO.
Dentro da bota tem uma palmilha. Quantos de vocês já tiveram que usar uma palmilha?
Os primeiros dias são horríveis! Depois de duas horas, o pé dói tanto, que você não agüenta, tem de tirar um pouquinho. Mas se você desistir, o seu pé vai ficar torto.
Tirar um pouco a palmilha nos momentos de crise é arejar a cabeça. Saia do foco das discussões e peça a Deus que o ajude a ouvir o que o outro está falando por trás das simples palavras.
Tente perceber se o que o seu parceiro está tentando dizer não é como uma palmilha nova que incomoda, e você não está querendo ouvir. Ouvir significa:
Mudar, abrir mão de seus conceitos, da forma de pensar e ver a vida, talvez até reconhecer que suas verdades não são tão impecáveis. É reconhecer que apesar de ter pais maravilhosos, eles não são perfeitos, e os conceitos que lhe ensinaram também podem não ser tão perfeitos. Os outros modos de ser e ver a vida têm suas virtudes!
Se você reconhece que Deus instituiu o casamento e sabe o que é o melhor para você, avalie o que Ele está tentando trabalhar em você nessa relação: a fé, a abnegação, o altruísmo, o domínio próprio, a paciência, a humildade ou o perdão?
Deus, em Sua infinita bondade, permite que atravessemos crises para um propósito especial. Alguém com muita propriedade disse:
“As dificuldades que tornam a vida cheia de trabalhos e ansiedade, foram permitidas por Deus para o bem das pessoas. Fazem parte do Seu plano, como um aprendizado necessário que ajuda a tirar o ser humano da ruína e degradação que o pecado provocou.”
Em minha vida pessoal orei muitas vezes pedindo que Deus me livrasse da cruz que meu casamento representava. Até que decidi com Ele que iria aproveitar ao máximo as incompatibilidades para trabalhar o meu caráter, para crescer, para ser uma pessoa melhor e me preparar para a vida eterna.
Diante de cada dificuldade desvie o seu olhar dos defeitos enormes que você vê no outro e concentre-se em suas fragilidades. Por que você perde a calma? Por que se incomoda tanto com as manias e costumes do outro? Por que se afeta tanto com algumas de suas atitudes? Por que se sente tão deixada de lado por outras prioridades?
A partir de então, você vai começar a perceber muitas falhas, carências e necessidades em você, que independente de quem seja seu cônjuge, elas estão aí e precisam ser trabalhadas. Comece então a utilizar cada crise, cada dificuldade como um treinamento para as suas mudanças. Deixe de pensar ardentemente em querer outra pessoa na pessoa de seu cônjuge, e comece a procurar outra pessoa dentro de você mesmo.
Decida que aproveitará, ao máximo, todas as provas para ser a melhor pessoa do mundo, ainda que o outro não entenda, e não valorize as suas atitudes.
Você tem por quem lutar: por você, seus filhos, e por que não, por seu casamento?
Aceitar a bota ortopédica, insistir em usá-la, ainda que seja pesada, desconfortável e incômoda é o único caminho para corrigir os defeitos do seu próprio pé!
Eu tenho um sapato ortopédico com uma palmilha que uso há mais de três anos. No início foi difícil me acostumar com esse calombo que magoava os ossos dos meus pés. Hoje, troco qualquer tênis ou scarpin para ficar com essa palmilha. Ela é uma delícia. O carocinho me dá um conforto semelhante a uma boa massagem nos pés e tem a vantagem de estar corrigindo meus defeitos.
Não existe mágica que possa transformar o casamento em um conto de fadas. Mas existe a recompensa de esforços persistentes na busca do altruísmo, do perdão, abnegação, paciência, tolerância e da busca de transformações interiores. A solução não está no outro. O outro pode mudar, mas isso é com ele e Deus. Você não pode fazer isso.
Essa mudança de atitude não deve ser interpretada como uma abnegação tipo a da “Amélia”. Por mais que um homem ache que a mulher de verdade é a do tipo “Amélia” ela não é uma mulher valorizada, amada e admirada. Mesmo na música, apesar de reclamar, não é com a “Amélia” que o cantor está. Ela já foi deixada por uma mais exigente.
Mudar o foco de interesses não quer dizer que você deve engolir as coisas erradas que seu cônjuge faz, ou aceitar seu egoísmo. Não, porque nós também temos uma parte a desempenhar no crescimento do outro. Afinal, você é a palmilha do outro.
Calce sua bota ortopédica, engraxe-a, mantenha-a limpa e bem cuidada.
Como? Como? Como?
Só há uma maneira de se conseguir isso: amando. E amar é: ESCOLHER!
Escolher cuidar das necessidades do outro. Isto é amor.
Escolher tratar o outro com respeito, mesmo quando ele não merece. Isto é amor.
Escolher demonstrar aceitação incondicional. Isto é amor.
Escolher perdoar, independente do arrependimento da pessoa. Isto é amor.
Escolher não deixar vir à tona os acontecimentos dolorosos, e substituir as lembranças ruins por coisas positivas. Isto é amor.
Escolher calçar o sapato do outro. Isto é amor.
Você pode, porque o amor é poder.
E o que vai acontecer é que assim como aquele tênis ou o scarpin no decorrer do tempo se transformou em coturno, com o passar dos anos, diante da sua persistência e, acima de tudo, a comunhão diária com Deus transformarão seu casamento em um sapato encantado.
A verdade é que com a ajuda de Deus seu casamento poderá se transformar em uma relação de afetividade e companheirismo.
E assim, sua vida conjugal poderá se tornar aquele chinelo confortável que você passa o dia inteiro esperando para calçá-lo quando chega a casa!
Assim sendo, vou tentar fazer uma alegoria e comparar o casamento com um sapato.
Ali estão moças e rapazes, todos bem cheirosinhos, penteadinhos, as simpáticas garotas desfilando com lindas roupas. Você já reparou que geralmente nas vitrines só tem um pé de calçado? Na época da paquera a gente não coloca as unhas de fora. Todos tentam mostrar só um lado, e sem dúvidas, o lado bom.
Mas alguns não se consideram sapatos de valor, não se colocam numa vitrine, não se valorizam. Ficam expostos em bancas e acham que podem ser calçados, apalpados por quantos quiserem, e deixados de lado sem nenhum compromisso.
E falando em compromisso, penso que o namoro deve ser o momento que a gente entra na loja e vai experimentar o sapato. Veja, você pode calçar o sapato, mas não pode pisar no chão, tem de andar em cima do tapete pra ele não sujar, não pode correr com ele, ou sair na chuva. Você só pode usá-lo, depois de pagar o seu preço. Muitos, hoje, acham que não há nada de mal em FICAR com um sapato que ainda não é seu. E no que implica essa expressão: FICAR?
Queridos jovens, a qualidade do seu futuro casamento, a profundidade do relacionamento de seu futuro lar depende dos elos de confiança formados durante o namoro. Algumas pesquisas mostram que os casamentos em que se preservou a intimidade física, são aqueles que possuem elos de cumplicidade, que conseguem resistir às crises e se mantém em crescimento e gratificação com o passar dos anos.
Na realidade eu não acredito que casar seja tão fácil como comprar um par de sapatos, porque o casamento, no plano de Deus, não deve ser um objeto descartável que ao começar a dar calo, você encosta e troca por outro. O casamento, no plano de Deus, é uma aliança para a vida toda.
Por isso, a escolha do seu parceiro, de sua parceira, deve ser feita com muita oração. Alias, penso que neste assunto, nós devemos permitir que Deus nos ajude a escolher, pois nosso coração é enganoso, e nós não podemos conhecer o outro profundamente. SÓ DEUS pode!
No entanto, mesmo coma ajuda de Deus, continuamos alimentando expectativas em relação ao casamento.
Sempre pensamos em:
Alguém que supra as nossas necessidades.
Alguém que nos ajude a conquistar nossos ideais e sonhos.
Alguém que nos proteja e nos motive quando estamos desanimados.
Alguém que nos traga um desjejum na cama.
Alguém que invista o dinheiro em nós.
Alguém que ache tudo que fazemos lindo, maravilhoso.
Alguém que nos ache bonita e especial.
Alguém que, sem despesas com empregada, nos livre de recolher roupas sujas, levar o lixo pra fora, lavar a louça cheia de gordura, etc, etc, etc.
As expectativas nos fazem pensar que teremos aquele sapato confortável, macio, lindo e moderno. Acho que os rapazes pensam no casamento como um lindo par de tênis Nike, ou Reebok, daqueles que não têm nem cadarço. Você coloca, gira um botão e está calçado.
As moças, talvez, pensem num scarpin daqueles que você se sente nas nuvens.
E por mais que todos digam que casamento tem seus problemas, a verdade é que todos nós desenvolvemos expectativas, sonhos, às vezes, grandes ilusões e até fantasias em relação à vida conjugal.
Os anos vão passando e você percebe que ninguém se preocupa com suas necessidades.
- Às vezes, o homem pensa que não pode realizar seus sonhos porque tem uma família para sustentar e filhos para criar. Por outro lado, a mulher se sente em segundo plano, porque entende que deve estar na sobra dos sonhos do seu marido.
- Nada do que você faz é apreciado.
- A vizinha da esquina parece ser bem mais bonita do que você.
- E por mais que você queira escapar, sempre tem uma pia com louças lhe esperando, em vários momentos do dia.
Depois de alguns anos você olha para aquele par de sapatos, e percebe que ao invés de um tênis, ou um scarpin, você tem um coturno, lhe empacando de andar. E alguns quando se dão conta que têm esse coturno, aí é que relaxam. Nem pra passar uma graxinha. Deixam seu casamento de qualquer jeito. Vão como dizem: empurrando com a barriga!
Você olha para a pessoa que está ao seu lado e pensa: onde eu estava com a cabeça. Esta pessoa não tem nada a ver comigo. É o meu avesso. E pior ainda, como você orou e pediu a Deus que o ajudasse a escolher, então cobra dEle. Mas Senhor, eu não Lhe pedi uma pessoa que pudesse me ajudar e como é que o Senhor me apronta uma dessas. Eu confiei e agora?
Talvez alguns estejam vivendo momentos de crise e perguntam: Você que eu continue com esse terrível coturno?
Primeiramente, precisamos olhar o casamento de forma diferente. Ele não é um “coturno”, mas sim, um presente maravilhoso instituído por Deus, especialmente para você.
Sim, esse sapato é uma bota ortopédica, desenhada pelo melhor Ortopedista do Universo. Um Ortopedista que conhece muito bem os seus defeitos, sabe que não é fácil corrigi-los. E sabe, também, que com esses defeitos você está PERDIDO.
Dentro da bota tem uma palmilha. Quantos de vocês já tiveram que usar uma palmilha?
Os primeiros dias são horríveis! Depois de duas horas, o pé dói tanto, que você não agüenta, tem de tirar um pouquinho. Mas se você desistir, o seu pé vai ficar torto.
Tirar um pouco a palmilha nos momentos de crise é arejar a cabeça. Saia do foco das discussões e peça a Deus que o ajude a ouvir o que o outro está falando por trás das simples palavras.
Tente perceber se o que o seu parceiro está tentando dizer não é como uma palmilha nova que incomoda, e você não está querendo ouvir. Ouvir significa:
Mudar, abrir mão de seus conceitos, da forma de pensar e ver a vida, talvez até reconhecer que suas verdades não são tão impecáveis. É reconhecer que apesar de ter pais maravilhosos, eles não são perfeitos, e os conceitos que lhe ensinaram também podem não ser tão perfeitos. Os outros modos de ser e ver a vida têm suas virtudes!
Se você reconhece que Deus instituiu o casamento e sabe o que é o melhor para você, avalie o que Ele está tentando trabalhar em você nessa relação: a fé, a abnegação, o altruísmo, o domínio próprio, a paciência, a humildade ou o perdão?
Deus, em Sua infinita bondade, permite que atravessemos crises para um propósito especial. Alguém com muita propriedade disse:
“As dificuldades que tornam a vida cheia de trabalhos e ansiedade, foram permitidas por Deus para o bem das pessoas. Fazem parte do Seu plano, como um aprendizado necessário que ajuda a tirar o ser humano da ruína e degradação que o pecado provocou.”
Em minha vida pessoal orei muitas vezes pedindo que Deus me livrasse da cruz que meu casamento representava. Até que decidi com Ele que iria aproveitar ao máximo as incompatibilidades para trabalhar o meu caráter, para crescer, para ser uma pessoa melhor e me preparar para a vida eterna.
Diante de cada dificuldade desvie o seu olhar dos defeitos enormes que você vê no outro e concentre-se em suas fragilidades. Por que você perde a calma? Por que se incomoda tanto com as manias e costumes do outro? Por que se afeta tanto com algumas de suas atitudes? Por que se sente tão deixada de lado por outras prioridades?
A partir de então, você vai começar a perceber muitas falhas, carências e necessidades em você, que independente de quem seja seu cônjuge, elas estão aí e precisam ser trabalhadas. Comece então a utilizar cada crise, cada dificuldade como um treinamento para as suas mudanças. Deixe de pensar ardentemente em querer outra pessoa na pessoa de seu cônjuge, e comece a procurar outra pessoa dentro de você mesmo.
Decida que aproveitará, ao máximo, todas as provas para ser a melhor pessoa do mundo, ainda que o outro não entenda, e não valorize as suas atitudes.
Você tem por quem lutar: por você, seus filhos, e por que não, por seu casamento?
Aceitar a bota ortopédica, insistir em usá-la, ainda que seja pesada, desconfortável e incômoda é o único caminho para corrigir os defeitos do seu próprio pé!
Eu tenho um sapato ortopédico com uma palmilha que uso há mais de três anos. No início foi difícil me acostumar com esse calombo que magoava os ossos dos meus pés. Hoje, troco qualquer tênis ou scarpin para ficar com essa palmilha. Ela é uma delícia. O carocinho me dá um conforto semelhante a uma boa massagem nos pés e tem a vantagem de estar corrigindo meus defeitos.
Não existe mágica que possa transformar o casamento em um conto de fadas. Mas existe a recompensa de esforços persistentes na busca do altruísmo, do perdão, abnegação, paciência, tolerância e da busca de transformações interiores. A solução não está no outro. O outro pode mudar, mas isso é com ele e Deus. Você não pode fazer isso.
Essa mudança de atitude não deve ser interpretada como uma abnegação tipo a da “Amélia”. Por mais que um homem ache que a mulher de verdade é a do tipo “Amélia” ela não é uma mulher valorizada, amada e admirada. Mesmo na música, apesar de reclamar, não é com a “Amélia” que o cantor está. Ela já foi deixada por uma mais exigente.
Mudar o foco de interesses não quer dizer que você deve engolir as coisas erradas que seu cônjuge faz, ou aceitar seu egoísmo. Não, porque nós também temos uma parte a desempenhar no crescimento do outro. Afinal, você é a palmilha do outro.
Calce sua bota ortopédica, engraxe-a, mantenha-a limpa e bem cuidada.
Como? Como? Como?
Só há uma maneira de se conseguir isso: amando. E amar é: ESCOLHER!
Escolher cuidar das necessidades do outro. Isto é amor.
Escolher tratar o outro com respeito, mesmo quando ele não merece. Isto é amor.
Escolher demonstrar aceitação incondicional. Isto é amor.
Escolher perdoar, independente do arrependimento da pessoa. Isto é amor.
Escolher não deixar vir à tona os acontecimentos dolorosos, e substituir as lembranças ruins por coisas positivas. Isto é amor.
Escolher calçar o sapato do outro. Isto é amor.
Você pode, porque o amor é poder.
E o que vai acontecer é que assim como aquele tênis ou o scarpin no decorrer do tempo se transformou em coturno, com o passar dos anos, diante da sua persistência e, acima de tudo, a comunhão diária com Deus transformarão seu casamento em um sapato encantado.
A verdade é que com a ajuda de Deus seu casamento poderá se transformar em uma relação de afetividade e companheirismo.
E assim, sua vida conjugal poderá se tornar aquele chinelo confortável que você passa o dia inteiro esperando para calçá-lo quando chega a casa!
Mulheres são como Maçãs
"Mulheres são como maçãs em árvores.
As melhores estão no topo.
Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão,
que não são boas como as do topo,
mas são fáceis de se conseguir.
Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas,
quando na verdade, eles estão errados...
Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar,
aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore."
Machado de Assis
As melhores estão no topo.
Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão,
que não são boas como as do topo,
mas são fáceis de se conseguir.
Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas,
quando na verdade, eles estão errados...
Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar,
aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore."
Machado de Assis
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